A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza, nesta terça-feira (1º de junho), uma operação para combater a venda clandestina de canetas para emagrecimento em redes sociais. A ação, denominada 'Operação Caneta Legal', tem como alvo suspeitos de comercializar ilegalmente esses produtos, que podem representar riscos à saúde.
Detalhes da operação
Agentes da Delegacia do Consumidor (Decon) cumprem mandados de busca e apreensão em endereços na capital fluminense e na região metropolitana. A investigação começou após denúncias de que as canetas estavam sendo vendidas sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e sem prescrição médica.
Riscos à saúde
As canetas para emagrecimento, que contêm substâncias como semaglutida, são indicadas para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, mas seu uso sem acompanhamento médico pode causar efeitos colaterais graves, como náuseas, vômitos, diarreia e até problemas pancreáticos. A venda irregular desses produtos é considerada crime contra a saúde pública.
Investigação
Segundo a polícia, os suspeitos anunciavam as canetas em grupos de WhatsApp, Instagram e Facebook, com promessas de perda de peso rápida e sem esforço. Os preços variavam entre R$ 200 e R$ 500 por unidade. A Decon identificou pelo menos cinco perfis envolvidos na venda ilegal.
O delegado responsável, Dr. Carlos Augusto, destacou que a operação visa coibir a prática e alertar a população sobre os perigos de adquirir medicamentos sem procedência. 'Essas canetas são vendidas como se fossem produtos milagrosos, mas podem causar sérios danos à saúde. É fundamental que as pessoas busquem orientação médica antes de usar qualquer medicamento', afirmou.
Penalidades
Os envolvidos poderão responder por crimes contra a saúde pública, com penas que podem chegar a 15 anos de reclusão, além de multas. A polícia também investiga se há ligação dos suspeitos com laboratórios clandestinos que produzem as canetas sem controle de qualidade.
Orientações
A Anvisa reforça que medicamentos para emagrecimento só podem ser vendidos com receita médica e em farmácias autorizadas. A população pode denunciar a venda irregular de remédios pelo telefone 0800-123-456 ou pelo site da agência.



