Polícia investiga morte de mulher encontrada em córrego
Polícia investiga morte de mulher em córrego

A Polícia Civil investiga como homicídio a morte de Vanessa de Oliveira, de 33 anos, encontrada sem vida em um riacho na área rural entre Tremembé e Taubaté, no interior de São Paulo. A vítima, que estava desaparecida há uma semana, apresentava sinais de violência, com lesões nas regiões torácica e cervical, além de uma lesão na mão esquerda. A hipótese de feminicídio também é apurada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Taubaté.

Desaparecimento e buscas

Vanessa morava com a mãe no bairro Estiva, em Taubaté, e era mãe de uma menina de 9 anos. Formada como técnica em radiologia, estava desempregada e seu último trabalho foi no comércio, segundo a família. Na terça-feira (28), ela saiu de carro com amigos e não voltou para casa. Diante da falta de notícias, a família acionou a Polícia Militar e registrou boletim de ocorrência de desaparecimento.

O tio da vítima, Luis Eduardo de Almeida, contou que a irmã dele comunicou o desaparecimento: "Na terça-feira, minha irmã comunicou a gente que ela tinha saído de carro com os amigos e não tinha retornado. Como ela não apareceu, entramos em contato com o 190 e recebemos a informação de que era para ir até a delegacia. Minha irmã foi lá fazer o boletim de ocorrência".

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Localização do corpo

Nos dias seguintes, a família procurou informações em hospitais e no Instituto Médico Legal (IML), mas não havia registros sobre Vanessa. A primeira pista foi o carro da vítima, encontrado completamente carbonizado em uma área rural de Tremembé, o que concentrou as buscas na região. Na segunda-feira (3), o corpo foi localizado em um riacho às margens da Estrada Municipal Benedito Barreto de Moraes, na divisa entre Tremembé e Taubaté.

De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), o corpo foi encaminhado ao IML de Taubaté para exames. O laudo que deve apontar a causa da morte pode levar até 30 dias para ser concluído, segundo a família.

Investigação e apelo da família

O caso é tratado como homicídio pelo Deic de Taubaté, e o delegado responsável confirmou que a hipótese de feminicídio também é considerada. Até a última atualização desta reportagem, ninguém havia sido preso. A família, abalada, pede esclarecimentos. "A gente fica arrasado, porque não espera que uma pessoa tenha capacidade de fazer uma coisa dessa. Agora a gente espera que tudo seja esclarecido e que a pessoa que fez isso pague pelo crime", afirmou o tio.

Devido às condições em que o corpo foi encontrado, não haverá velório. O sepultamento está previsto para esta terça-feira (4), às 14h, no Cemitério Municipal de Taubaté, para onde o corpo deve seguir diretamente.

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