Polícia investiga lista sexual de alunas em colégio do Rio
Polícia investiga lista sexual em colégio do Rio

A Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu investigação contra estudantes do Colégio Cruzeiro, localizado no bairro de Jacarepaguá, na Zona Oeste da capital fluminense, pela criação de uma lista online que classificava sexualmente alunas da instituição. O caso foi revelado nesta quarta-feira, 8 de julho de 2026.

O que aconteceu

De acordo com a ocorrência registrada pela direção do colégio, os alunos teriam elaborado uma planilha virtual com nomes de estudantes e comentários de cunho sexual, além de notas e rankings. A lista circulava em grupos de mensagens e redes sociais, gerando constrangimento e revolta entre as vítimas.

A direção do Colégio Cruzeiro tomou conhecimento do conteúdo e imediatamente registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia da região. A instituição também denunciou o material à plataforma onde foi hospedado, solicitando a remoção imediata.

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Crimes apurados

A Polícia Civil investiga os envolvidos por atos análogos aos crimes de injúria, difamação e submissão de adolescentes a vexame ou constrangimento. As penas podem variar de multa a detenção, dependendo da gravidade e da idade dos autores.

Em nota, o Colégio Cruzeiro afirmou que repudia veementemente qualquer ato de desrespeito e que está colaborando integralmente com as autoridades. A instituição também informou que já comunicou as famílias dos alunos envolvidos e que aplicará medidas disciplinares internas, conforme seu regimento.

Impacto e medidas

O caso reacende o debate sobre o uso de ferramentas digitais para práticas de bullying e assédio moral no ambiente escolar. Especialistas ouvidos pela reportagem destacam a importância de ações educativas sobre ética e responsabilidade digital.

A polícia analisa o material apreendido para identificar todos os participantes da criação e divulgação da lista. Até o momento, não há informações sobre o número exato de alunos investigados ou sobre a abertura de inquérito formal.

A direção do colégio reforçou que está promovendo rodas de conversa e palestras com psicólogos e pedagogos para abordar o tema com os estudantes, visando prevenir novos episódios e apoiar as vítimas.

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