Polícia conclui inquérito da morte de idosos em BH; diarista dopou outras 4 vítimas
Polícia conclui inquérito da morte de idosos em BH

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito sobre o assassinato de um casal de idosos em Itabira, na região metropolitana de Belo Horizonte. A diarista Paola Stefany Neto Cirino foi indiciada por latrocínio – roubo seguido de morte. Segundo a investigação, além do casal, ela dopou outras quatro vítimas antes de cometer os crimes.

Detalhes do crime e investigação

O casal de idosos foi morto a facadas dentro do próprio apartamento em Itabira. A diarista, que trabalhava para as vítimas, é apontada como autora do latrocínio. A polícia informou que Paola dopava as vítimas para facilitar os roubos. No caso do casal, ela teria usado substâncias para deixá-los inconscientes antes de assassiná-los.

Durante as investigações, a polícia descobriu que Paola já havia dopado outras quatro pessoas em ocasiões anteriores, embora não tenham resultado em morte. Todas as vítimas eram idosas e contratavam a diarista para serviços domésticos.

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Indiciamentos por receptação

Além da diarista, quatro pessoas foram indiciadas por receptação. Elas adquiriram bens roubados do casal, como eletrodomésticos e joias. Segundo a polícia, os receptadores colaboraram com a investigação, devolvendo voluntariamente os itens e prestando depoimentos. Isso pode atenuar as penas, mas eles ainda responderão pelo crime.

“Os receptadores foram identificados por meio de rastreamento dos objetos furtados. Eles cooperaram e entregaram os bens, o que ajudou a encerrar o inquérito”, afirmou o delegado responsável pelo caso.

Saúde mental da acusada

Paola Stefany está presa e passou por avaliação de insanidade mental. O resultado do exame será anexado ao processo para determinar se ela pode ser responsabilizada criminalmente. Caso seja considerada inimputável, poderá ser internada em hospital de custódia.

O inquérito foi concluído e encaminhado ao Ministério Público, que decidirá sobre o oferecimento de denúncia. A diarista responde por latrocínio, e os receptadores, por receptação qualificada.

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