PM confunde celular com arma e mata motociclista em São Gonçalo
A Polícia Militar do Rio de Janeiro informou que um motociclista foi morto por engano durante uma blitz em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. O caso ocorreu na noite de segunda-feira (1º) e está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) e pelo comando da PM, que já afastou o policial envolvido das ruas.
Carlos Eduardo Souza Ornela, de 28 anos, teria furado a blitz e sido perseguido por policiais. Durante a perseguição, o PM Vinícius Vieira efetuou dois disparos, alegando que Ornela teria feito um movimento que sugeria estar armado. No entanto, ao revistar o corpo, os agentes encontraram apenas um celular na cintura da vítima.
Relembre o caso
Segundo a ocorrência, a equipe da PM realizava uma operação de rotina quando Ornela passou em alta velocidade e desobedeceu à ordem de parada. Os policiais iniciaram a perseguição e, em determinado momento, o motociclista teria colocado a mão na cintura, fazendo o PM acreditar que iria sacar uma arma. O policial então atirou duas vezes, acertando Ornela, que morreu no local.
Após o disparo, os agentes se aproximaram e constataram que o objeto na cintura era um telefone celular. A PM informou que o policial foi afastado das atividades operacionais e que será instaurado um procedimento administrativo para apurar as circunstâncias da morte.
Investigação em andamento
A Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) assumiu a investigação. Peritos realizaram exames no local e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). A família de Ornela foi ouvida e aguarda esclarecimentos. Este é o segundo caso recente no estado do Rio de Janeiro em que policiais militares confundem objetos com armas e matam suspeitos. No mês passado, um homem foi morto no Rio de Janeiro após ser confundido com um traficante, mas portava apenas um fone de ouvido.
A PM do Rio de Janeiro lamentou o ocorrido e afirmou que está colaborando com as investigações. A corporação também informou que está revisando os protocolos de abordagem para evitar novos casos de engano.



