Piloto preso ateou fogo em avião para destruir provas de tráfico de cocaína
Piloto ateou fogo em avião para destruir provas de tráfico

O piloto Henrique Donizeti Ferri, de 32 anos, que realizou um pouso forçado em uma área rural de Itarumã, na região sudoeste de Goiás, ateou fogo no avião monomotor após retirar a droga, segundo a polícia. O objetivo era destruir provas do tráfico de cocaína. Henrique fugiu, mas foi encontrado e preso no dia seguinte. O g1 entrou em contato com a defesa de Henrique, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Incêndio provocado para eliminar vestígios

O caso ocorreu na manhã da última quarta-feira (15). Em entrevista ao g1, o coronel Heber Souza Bastos, do 5° Batalhão Rodoviário da Polícia Militar, que participou da operação de buscas, afirmou que Henrique disse à polícia que o pouso forçado foi motivado por uma pane mecânica. Após pousar na área rural, o avião pegou fogo. No entanto, a polícia acredita que o incêndio tenha sido provocado, pois um galão de combustível foi encontrado jogado no chão ao lado do monomotor. Antes disso, Henrique escondeu os 343 kg de cocaína em sacolas na mata.

Prisão após cerco e participação da família

As buscas pelo piloto mobilizaram equipes de diversos batalhões, incluindo o 5° Batalhão Rodoviário, o Comando de Operações de Divisas, o Grupo de Radiopatrulha Aérea (Graer) e o Batalhão Rural, além de batalhões da região. Henrique foi encontrado depois que, durante o cerco, a PM localizou familiares dele e um amigo dentro de um carro, às margens de uma estrada de terra perto da GO-206. Os policiais estranharam ver o trio, que era de Ribeirão Preto (SP), com bastante dinheiro por volta das 3h da madrugada desta quinta-feira (16).

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"Os policiais conseguiram verificar que se tratava do pai, da esposa e do amigo, que vieram para resgatar o piloto", disse o coronel Heber. Ao interrogarem a família, os policiais souberam que eles haviam combinado de aparecer com o carro, um Ford Ka, e piscar o farol três vezes para Henrique sair do esconderijo e entrar no veículo. Ele conseguiu se comunicar com os parentes porque tinha um telefone que funcionava por satélite.

"O pessoal nosso acompanhou, chegou ao local pré-estabelecido e fez conforme (os familiares e o piloto) haviam combinado. Ele saiu do mato e aí as equipes procederam à abordagem", relatou o coronel.

Três viagens de tráfico e pagamento de R$ 70 mil cada

Segundo o coronel, o piloto relatou à polícia que foi contratado para fazer três viagens transportando drogas. A viagem do pouso forçado era a última, com um trajeto do Mato Grosso, próximo à divisa com a Bolívia, onde a cocaína foi carregada, até a região de Frutal, em Minas Gerais. "Ele foi contratado pelo dono da aeronave. Ele já tinha efetuado outras duas viagens. Essa era a terceira. E ele receberia R$ 70 mil por viagem", afirmou o coronel. Henrique, os parentes e o amigo foram levados para a delegacia da Polícia Federal de Jataí.

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