O piloto Henrique Donizeti Ferri, de 32 anos, que fez um pouso forçado em uma fazenda na zona rural de Itarumã, em Goiás, transportando 343 kg de cocaína, ateou fogo na aeronave para tentar destruir provas do crime, de acordo com a Polícia Militar. Ele foi preso em flagrante na madrugada de quinta-feira (16) e permanece detido após audiência de custódia.
Detalhes da prisão
Segundo o advogado Luís Henrique Viana dos Reis, que acompanhou o caso, Henrique é réu primário e não possui antecedentes criminais. "Ele não possui qualquer antecedente criminal, é trabalhador, possui remuneração lícita. Nós vamos tentar reverter, conseguir liberdade provisória", afirmou o defensor. A acusação contra o piloto é de que ele atuou como "mula do tráfico". O advogado disse que não comentará os fatos relacionados à prisão.
Henrique foi localizado pela polícia após familiares e amigos serem encontrados em um carro às margens da GO-206. O coronel Heber Souza Bastos, do 5° Batalhão Rodoviário da PM, explicou que o pai, a esposa e um amigo do piloto haviam combinado piscar os faróis três vezes para sinalizar que poderiam buscá-lo na mata. A polícia acompanhou o trio até o local, fez o sinal e prendeu Henrique quando ele saiu.
Incêndio e ocultação de provas
Após o pouso forçado, o piloto retirou a droga da aeronave e ateou fogo no avião, deixando um galão de combustível jogado ao lado do monomotor. O objetivo, segundo a polícia, era destruir vestígios do tráfico. Henrique escondeu os 343 kg de cocaína em sacolas na mata.
Um funcionário de uma fazenda próxima (cerca de 1 km do local) foi intimidado pelo piloto, que o obrigou a ajudá-lo a esconder a droga e a quebrar seu celular para eliminar provas, conforme apurado pela TV Anhanguera.
Rota e pagamento
De acordo com o coronel Heber, o piloto confessou à polícia que havia sido contratado para fazer três viagens transportando drogas. O trajeto da última viagem, que resultou no pouso forçado, era do Mato Grosso, próximo à divisa com a Bolívia (onde a cocaína foi carregada), até a região de Frutal, em Minas Gerais. "Ele foi contratado pelo dono da aeronave. Ele já tinha efetuado outras duas viagens. Essa era a terceira. E ele receberia R$ 70 mil por viagem", disse o coronel.



