A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (9) a 10ª fase da Operação Compliance Zero, tendo como um dos principais alvos o publicitário Thiago Miranda, dono da Miranda Comunicação (Agência MiThi) e sócio do portal Léo Dias. Miranda é investigado por suspeita de coordenar uma ação em redes sociais para comprometer a credibilidade do Banco Central e intimidar jornalistas.
Esquema de ataque ao Banco Central
Segundo as investigações, Thiago Miranda teria contratado influenciadores digitais para defender o Banco Master e atacar o Banco Central durante o processo que levou à liquidação do Master. Em janeiro, o g1 revelou que um criador de conteúdo de São Paulo recebeu R$ 7,8 mil por uma única postagem com críticas ao BC, pagamento feito pela empresa de Miranda. O influenciador recusou uma proposta de contrato de três meses para oito vídeos mensais, que totalizaria R$ 188 mil após comissão.
10ª fase da Compliance Zero
A operação cumpre dois mandados de busca e apreensão em Brasília, autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Na decisão, Mendonça aponta Miranda como o principal articulador do esquema, cujo objetivo seria descredibilizar órgãos públicos, atacar o Banco Central e manipular a opinião pública. O grupo investigado usava informações obtidas ilegalmente — como quebra de sigilo e devassas em dados financeiros e cadastrais de jornalistas e concorrentes — para coagir e intimidar vítimas.
Crimes investigados
A PF investiga a prática de crimes contra o sistema financeiro nacional, organização criminosa, embaraço à investigação de organização criminosa, além de possíveis violações de dados e dispositivos informáticos. A decisão de Mendonça autoriza a apreensão de documentos, dispositivos eletrônicos, bens de alto valor e dinheiro em espécie acima de R$ 20 mil.



