A Polícia Civil de Alagoas confirmou que o menino Peterson Ykaro Gomes Cardoso, de 6 anos, foi vítima de abuso sexual antes de morrer. O corpo do garoto foi encontrado na última segunda-feira (6) em um terreno baldio na Avenida José Moura Rocha, no bairro Cidade Universitária, na parte alta de Maceió, coberto por mato.
Suspeito preso
O principal suspeito do crime é o tio-avô da vítima, Emanuel Vicente, de 46 anos, tio da mãe do garoto. Ele foi preso na manhã desta terça-feira (7) perto da Estação Utinga, no município de Rio Largo, na Região Metropolitana da capital.
Indícios de asfixia
A causa exata da morte ainda está sob investigação, mas a delegada Tacyane Ribeiro, coordenadora da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), adiantou que há fortes indícios de que Peterson tenha sido assassinado por asfixia. "Esse homem de 46 anos é tio do menor e o principal suspeito do abuso sexual e do assassinato da criança. O Instituto Médico Legal (IML) é quem vai determinar a causa da morte, mas já trabalhamos com a possibilidade de a vítima ter sido sufocada até morrer", afirmou a delegada.
Dinâmica do crime
De acordo com a Polícia Militar, os pais do menino são divorciados. Peterson passou o fim de semana com o pai, o militar da reserva Edílson Cupertino Cardoso. Ao levar o filho para a casa da ex-esposa, Érika Santos Gomes da Silva, na segunda-feira (6), Edílson constatou que ela ainda não havia chegado do trabalho e decidiu deixar a criança na casa dos tios-avós maternos.
Horas depois, Érika entrou em contato com o ex-marido para perguntar pelo filho e foi informada de que o menino estava na casa dos tios-avós. Ao chegar ao local, não encontrou ninguém. A família iniciou as buscas. Segundo testemunhas, a criança foi vista de mãos dadas com um homem, caminhando em direção ao terreno baldio. Pouco tempo depois, o homem deixou o local sozinho. Um familiar foi até o terreno e encontrou o corpo de Peterson.
Evidências e investigação
A polícia informou que um celular foi encontrado ao lado do corpo, com a suspeita de que pertença ao tio-avô da vítima. Equipes dos institutos de Criminalística (IC) e Médico Legal (IML) realizaram a perícia e o recolhimento do corpo. Agentes da DHPP também estiveram no local para iniciar as investigações.



