Oração e bilhete levam polícia a suspeito de matar idosa no PR
Oração e bilhete levam a suspeito de matar idosa no PR

A Polícia Civil do Paraná identificou e prendeu Elisio Basilio da Silva, de 60 anos, suspeito de matar Eulália Farias Pinheiro, de 70 anos, em Maringá. A delegada Angélica Ferreira informou que pistas cruciais foram encontradas em um bilhete e uma oração deixados pela vítima. A prisão preventiva ocorreu na quarta-feira (22), e os detalhes foram divulgados na quinta (23). Elisio confessou o crime, segundo a delegada. O g1 tenta localizar a defesa dele, que é investigado por latrocínio.

Bilhete e oração como provas

Após a confirmação da morte de Eulália, a família examinou seus pertences e encontrou um bilhete com o nome de Elisio e um número de telefone. Também localizaram uma oração na qual a vítima pedia pelo relacionamento entre os dois e que o suspeito conseguisse um emprego. A polícia não divulgou imagens dessas pistas. Essas evidências, somadas às investigações, levaram à identificação do suspeito. "Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão na residência do investigado, foram apreendidos celulares, bem como o veículo utilizado no dia do crime", disse a delegada. O inquérito ainda não foi finalizado para envio ao Ministério Público do Paraná (MP-PR). Detalhes sobre a ação do homem e o que foi roubado não foram compartilhados.

Relacionamento entre vítima e suspeito

A advogada da família, Josiane Monteiro, informou à RPC, afiliada da TV Globo, que Eulália e Elisio se conheceram há cerca de um ano em uma clínica oftalmológica e mantinham contato por mensagens. Em outras ocasiões, ele a levou, junto com outras duas pessoas, até Loanda, no noroeste do Paraná, e pintou a casa dela. "Quando ele foi até a casa da Dona Eulália, ele usava chapéu, sempre o chapéu baixo. Não gostava de falar quando alguém chegava", relatou a advogada.

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A delegada afirmou que, no dia 15 de junho, quando Eulália chegou a Nova Londrina, Elisio a recebeu na rodoviária, mas esperou os outros passageiros saírem para não ser reconhecido. A investigação apurou que "o investigado se aproximou da vítima de forma dissimulada, obtendo sua confiança e acesso a seus bens em circunstâncias que antecederam sua morte".

Desaparecimento e confirmação da morte

Eulália foi vista com vida pela última vez em 15 de junho, quando saiu de casa sem avisar a família e pegou um ônibus para a rodoviária de Maringá. Segundo uma amiga, ela pretendia comprar uma propriedade em Nova Londrina. A filha, Josiane da Silva Lima, contou que a mãe saiu cedo e foi registrada por câmeras de segurança no trajeto. Ela comprou passagem para Nova Londrina e desembarcou às 12h41. Um dos filhos tentou ligar, mas o celular estava desligado; ela respondeu uma mensagem às 12h31, mas após as 12h46 não deu mais notícias.

Uma semana antes da viagem, Eulália foi a dois bancos sacar dinheiro, mas o valor não foi revelado. Em 14 de julho, um pescador encontrou um corpo em estado avançado de decomposição em Porto Tigre, Nova Londrina. Após exames, a arcada dentária confirmou ser de Eulália, resultado divulgado seis dias depois. "Nosso pai faleceu muito cedo, há mais de 30 anos, e ela sempre cuidou demais dos filhos. Sempre foi mãe e pai, então mandava mensagem para nós todos os dias. Jamais ia ficar sem falar com a gente por querer", disse Josiane.

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