A Operação Hawala, deflagrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, desarticulou um esquema de lavagem de dinheiro que utilizava lojas de celulares para movimentar valores provenientes do tráfico de drogas. Segundo o delegado Pedro Brasil, titular da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), uma única loja movimentou R$ 47 milhões. A ação resultou na prisão de dez pessoas, entre elas integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP), Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC).
Como funcionava o esquema
Os recursos ilegais eram usados para comprar peças e acessórios de celulares no exterior, que depois eram vendidos no Brasil como se fossem produtos legítimos. O dinheiro obtido com essas vendas era então devolvido aos criminosos, já “limpo”. O delegado explicou que o sistema simulava operações comerciais regulares, mas na realidade servia para ocultar a origem ilícita dos valores.
Apreensões e conexões com terrorismo
Durante a operação, foram apreendidos cigarros eletrônicos e canetas emagrecedoras contrabandeados. Além disso, há indícios de que parte do dinheiro lavado poderia estar sendo direcionada a grupos terroristas, o que ainda está sob investigação. “Estamos apurando possíveis vínculos com organizações terroristas internacionais”, afirmou o delegado Pedro Brasil.
Impacto e próximos passos
A Operação Hawala representa um duro golpe nas finanças do crime organizado no Rio de Janeiro. As investigações continuam para identificar outros estabelecimentos envolvidos e rastrear o fluxo financeiro completo. A polícia não descarta novas prisões.



