A Tríplice Fronteira, região que conecta Brasil, Paraguai e Argentina, foi utilizada como rota de contrabando em um esquema de lavagem de dinheiro operado por facções criminosas do Rio de Janeiro e de São Paulo. A desarticulação ocorreu por meio da Operação Hawala, deflagrada pela Polícia Civil do Paraná, que resultou na prisão de Reda Zayoun, empresário libanês apontado como chefe da quadrilha.
Esquema de lavagem e contrabando na fronteira
Segundo as investigações, a organização criminosa utilizava a região da Tríplice Fronteira para contrabandear produtos eletrônicos, cigarros e outros itens de alto valor. O dinheiro obtido com as vendas era então lavado por meio de um sistema informal de transferências conhecido como hawala, que opera sem registros bancários tradicionais. A Polícia Civil identificou movimentações financeiras suspeitas que totalizam milhões de reais, com indícios de conexão com o financiamento de atividades terroristas no Oriente Médio.
Líder preso em Foz do Iguaçu
Reda Zayoun, empresário libanês, foi preso em Foz do Iguaçu durante a operação. Ele é considerado o principal articulador do esquema, responsável por coordenar o contrabando e a lavagem de dinheiro. De acordo com a delegada responsável, "Zayoun utilizava sua rede de contatos internacionais para movimentar os recursos ilícitos, aproveitando-se da porosidade da fronteira". A prisão ocorreu após meses de monitoramento e quebra de sigilo bancário.
Impacto para facções criminosas
O esquema beneficiava diretamente facções criminosas do Rio de Janeiro e de São Paulo, que utilizavam os recursos para adquirir armas e financiar suas operações. A Operação Hawala representa um duro golpe contra o fluxo financeiro dessas organizações. As autoridades estimam que o grupo movimentou mais de R$ 100 milhões nos últimos dois anos. A investigação continua para identificar outros envolvidos e possíveis ramificações internacionais.



