O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) denunciou quatro pessoas pela morte de uma jovem de 21 anos durante um salto de rope jump em Limeira, interior paulista. A vítima caiu de uma altura de aproximadamente 30 metros e não resistiu aos ferimentos. O caso ocorreu em 2025, e a denúncia foi formalizada em julho de 2026.
Acusações de homicídio com dolo eventual
Três dos denunciados responderão por homicídio com dolo eventual qualificado. Segundo o MPSP, eles assumiram o risco de matar ao não garantir a segurança necessária para a atividade. A quarta pessoa é acusada por omissão imprópria e fraude processual, por ter tentado eliminar provas após o acidente.
O promotor responsável pelo caso afirmou que "os denunciados tinham plena consciência dos riscos, mas optaram por realizar o salto sem os equipamentos adequados e sem o treinamento exigido". A investigação apontou que o equipamento de segurança estava danificado e que não havia supervisão profissional qualificada.
Detalhes do acidente
A jovem, identificada como estudante universitária, participava de um evento de aventura organizado pelos denunciados. Durante o salto, o sistema de ancoragem falhou, resultando na queda fatal. Testemunhas relataram que o equipamento já apresentava sinais de desgaste antes do acidente.
A perícia técnica concluiu que a corda utilizada não suportava o peso da vítima e que os mosquetões estavam enferrujados. "Era um acidente anunciado", declarou o perito judicial em seu laudo.
Fraude processual e omissão
Um dos denunciados, após o ocorrido, tentou ocultar e destruir partes do equipamento usado no salto, configurando fraude processual. Além disso, ele é acusado de omissão imprópria, por não ter prestado socorro imediato à vítima. Os outros três acusados também são investigados por suposta negligência na organização do evento.
O MPSP requereu a prisão preventiva dos quatro envolvidos, mas a Justiça ainda não se manifestou sobre o pedido. A audiência de instrução está marcada para setembro de 2026.
Repercussão e medidas de segurança
O caso gerou comoção na cidade de Limeira e reacendeu o debate sobre a regulamentação de esportes radicais no Brasil. A prefeitura local anunciou que irá revisar as licenças para eventos de aventura. "Não podemos permitir que atividades de lazer se tornem armadilhas mortais", disse o secretário municipal de Esportes.
A família da vítima, representada pelo advogado, espera que a denúncia do MP leve a uma condenação exemplar. "Queremos justiça para que outras famílias não passem por essa dor", afirmou o pai da jovem.



