Corpo de motorista de aplicativo morto por adolescentes é encontrado no Rio Pardo
Motorista morto por adolescentes é encontrado no Rio Pardo

O corpo do motorista de aplicativo José Edson da Silva, de 43 anos, foi encontrado no Rio Pardo, em Ribeirão Preto (SP), nesta sexta-feira (17), após três adolescentes confessarem o crime. Casado e pai de dois filhos, de 11 e 13 anos, ele havia desaparecido na terça-feira (14) quando saiu de Sertãozinho para trabalhar na cidade vizinha.

Detalhes do crime

Segundo a Polícia Civil, os adolescentes, de 13, 14 e 16 anos, chamaram uma corrida com a intenção de roubar o carro do motorista. Durante o trajeto, o jovem de 16 anos aplicou um mata-leão em José Edson, que perdeu a consciência. A polícia suspeita que ele tenha sido jogado ainda vivo no rio. Os três foram encaminhados à Fundação Casa e responderão por ato infracional análogo a latrocínio e ocultação de cadáver.

Repercussão familiar

A cunhada da vítima, Rosângela Ferreira dos Santos, descreveu José Edson como um pai de família dedicado. “Ele era um pai de família maravilhoso, estava trabalhando só para trazer uma renda a mais para a família. Ele e a esposa, os dois sempre na luta para manter as contas em dia”, afirmou. Ela contou que a família tentou esconder a gravidade do desaparecimento dos filhos, mas eles perceberam a demora do pai. “Por que o meu pai está demorando voltar para casa? Por que o meu pai não ouve mais meus áudios?”, relataram os meninos.

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Histórico profissional

José Edson trabalhava como motorista de aplicativo há cerca de três anos, além de atuar em usinas de cana-de-açúcar durante a safra. Segundo Rosângela, ele estava sem carteira assinada e dependia da renda do aplicativo para sustentar a família. A empresa 99 lamentou o ocorrido em nota, informando que uma equipe especializada busca contato com os familiares para oferecer acolhimento e informações sobre o seguro, que inclui suporte psicológico e despesas funerárias.

Investigação

O carro da vítima, um Hyundai HB20, foi localizado em uma blitz na quarta-feira (15) com os três adolescentes. Inicialmente, eles alegaram ter comprado o veículo por R$ 1,3 mil em um ponto de tráfico de drogas, mas confessaram o crime após novo depoimento. O delegado André Baldochi afirmou que o adolescente de 13 anos chamou a corrida usando a conta do padrasto. “Confessaram que a morte ocorreu dentro do veículo, sufocou a vítima, ela apagou, segundo eles. Eles foram nesse local, imaginando que a vítima estivesse morta, e abandonaram o corpo, jogando no Rio Pardo”, detalhou. Os adolescentes usaram cartões da vítima para abastecer o carro em um posto de combustíveis, conforme câmeras de segurança.

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