A Polícia Civil de Dracena (SP) concluiu o inquérito sobre o acidente que matou um motociclista de 22 anos em dezembro de 2025, indiciando dois motoristas por participação em disputa automobilística não autorizada. O caso ocorreu no dia 6 de dezembro de 2025, no cruzamento da Avenida Presidente Roosevelt com a Rua Marechal Rondon, região central da cidade.
Dinâmica do acidente
Imagens de câmera de monitoramento mostram o jovem cruzando as avenidas quando foi atingido por um carro que seguia pela via direita. Segundo a Polícia Militar, o semáforo estava piscando no momento da colisão. O motorista do veículo, de 46 anos, recusou-se a fazer o teste do bafômetro após o acidente.
Investigações da Polícia Civil, com base em laudos do Instituto de Criminalística (IC), apontaram que os dois carros trafegavam em sequência, aceleravam simultaneamente e estavam em velocidades muito acima do limite permitido de 40 km/h. Um dos veículos estava entre 88 km/h e 98 km/h, enquanto o outro seguia entre 108 km/h e 120 km/h momentos antes da batida.
Perícia e exames
A perícia constatou que a motocicleta atravessava o cruzamento quando foi atingida por um dos carros. Com a força da batida, o motociclista foi arremessado por dezenas de metros. O exame necroscópico indicou politraumatismo como causa da morte. O exame toxicológico do corpo da vítima não detectou presença de álcool etílico ou entorpecentes.
Já a análise toxicológica do condutor de um dos veículos constatou presença de álcool etílico na concentração de 0,5 g/L.
Indiciamentos
Com base nas provas técnicas, testemunhais e periciais, a Polícia Civil concluiu que havia elementos suficientes para o indiciamento formal dos dois investigados. Um motorista foi indiciado pelo crime previsto no artigo 308, § 2º, do Código de Trânsito Brasileiro (participação em disputa automobilística não autorizada com resultado morte). O outro condutor foi indiciado pelos artigos 304 (omissão de socorro), 305 (afastar-se do local para fugir à responsabilidade) e 308, § 2º, todos do CTB.
O inquérito policial foi relatado e encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências cabíveis.



