Morreu nesta terça-feira (16) o representante comercial Leonardo de Sá, de 49 anos, vítima de um atropelamento ocorrido no dia 7 de junho no bairro Bela Aurora, em Cariacica, na Grande Vitória. O carro que o atingiu trafegava na contramão. A vítima estava internada em estado grave e não resistiu aos ferimentos.
Família autorizou doação de órgãos
O irmão da vítima, Thiago Ribeiro de Sá, informou ao g1 que a morte foi confirmada pela equipe médica por volta das 7h45. A família autorizou a doação de órgãos de Leonardo, mas ainda aguardava a análise sobre a viabilidade devido ao acidente.
Atropelamento registrado por câmera
O atropelamento foi registrado por uma câmera de segurança. As imagens mostram o momento em que Leonardo deixava o trabalho e caminhava em direção ao próprio carro, estacionado na rua, quando foi atingido pelo veículo por volta de 1h27 do domingo (7). Com o impacto, o representante comercial foi arremessado por cerca de dez metros e bateu a cabeça no meio-fio.
Segundo testemunhas, Leonardo havia acabado de sair de uma lanchonete onde trabalhava como garçom para complementar a renda. Comerciantes que presenciaram a cena relataram que um enfermeiro que passava pelo local iniciou os primeiros socorros após perceber que a vítima havia perdido a pulsação. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) utilizaram um desfibrilador para reanimá-lo antes do encaminhamento ao hospital.
Ferimentos graves
Familiares informaram que Leonardo sofreu pelo menos cinco fraturas no crânio, além de uma hemorragia e inchaço cerebral. Desde a internação, ele permanecia em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular de Cariacica.
Motorista fugiu sem prestar socorro
O motorista do carro, identificado pela Polícia Civil como Alexandre Alves Serafim, fugiu sem prestar socorro após o atropelamento. Ele foi localizado pela Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito, prestou depoimento na última sexta-feira (12) e foi liberado, já que não havia situação de flagrante nem mandado de prisão em aberto.
Testemunhas afirmaram que o motorista apresentava sinais de embriaguez e, após o atropelamento, demonstrou preocupação apenas com os danos no veículo antes de deixar o local. A Polícia Civil informou que o caso é investigado pela Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito, que apura as circunstâncias do atropelamento e a responsabilidade do motorista.



