Milícia cobrava taxa para liberar obras em aterro no Rio, denuncia prefeitura
Milícia cobrava taxa para liberar obras em aterro no Rio

A Prefeitura do Rio de Janeiro denunciou ao Ministério Público um esquema de extorsão praticado por milicianos contra a empresa contratada pela Comlurb para operar o aterro de resíduos da construção civil em Gericinó, na Zona Oeste. Segundo o documento enviado ao MP em 2025, os criminosos exigiam o pagamento de uma taxa mensal de R$ 25 mil e a contratação de serviços de segurança de origem duvidosa para permitir a continuidade das obras.

Ameaças e paralisação

A empresa responsável pelo aterro sofreu ameaças constantes e teve suas atividades paralisadas até que as taxas fossem pagas. O esquema foi revelado após a inauguração do primeiro aterro exclusivo para resíduos da construção civil da cidade, ocorrida em outubro de 2025. A prefeitura classificou a ação como uma tentativa de controle criminoso sobre um serviço público essencial.

Investigação em andamento

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar os fatos e já realiza ações contra a milícia do Catiri, apontada como responsável pela extorsão. O Ministério Público também acompanha o caso e pode oferecer denúncia formal contra os envolvidos. A Comlurb, por sua vez, afirmou que colabora com as investigações e reforçou a segurança no local.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

O aterro de Gericinó foi projetado para receber exclusivamente resíduos da construção civil, com capacidade para processar grande volume de entulho e contribuir para a redução de lixões irregulares na região. No entanto, a interferência criminosa ameaça comprometer o funcionamento adequado do empreendimento.

Repercussão

A denúncia da prefeitura gerou indignação entre moradores e entidades civis, que cobram ações mais enérgicas do poder público contra a milícia. Especialistas apontam que a extorsão em obras públicas é uma prática recorrente em áreas dominadas por grupos criminosos no Rio de Janeiro. A prefeitura reforçou que não vai ceder às pressões e que continuará tomando medidas legais para garantir a execução dos serviços.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar