Criança de 3 anos morta em Palmas é velada; pai é investigado
Menino morto em Palmas é velado; pai é investigado

O corpo do menino Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, encontrado morto nesta segunda-feira (3) em Palmas, está sendo velado nesta terça-feira (4) em uma igreja na quadra 208 Sul. A Polícia Civil investiga a participação do pai, o advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa, na morte da criança. O laudo inicial aponta que a causa da morte foi uma possível hemorragia interna, e não afogamento, como alegou o pai.

Vídeo mostra criança recusando ir para a casa do pai

Um vídeo gravado no fim de semana, ao qual a TV Anhanguera e o g1 tiveram acesso, mostra o momento em que Gustavo chora e diz que não quer ir para a casa do pai. Na gravação, a mãe pergunta: "Por que você não gosta de ir no seu pai?" e a criança responde: "Porque ele me bate". Os pais não moravam juntos e viviam disputas judiciais. Os advogados da mãe informaram que ela não poderia privar a criança da convivência com o pai para não caracterizar alienação parental, mesmo com a recusa do menino. A mãe também movia uma ação na Justiça cobrando o pagamento de pensão alimentícia.

Versão do pai contradiz laudo médico

O pai procurou a 1ª Central de Atendimento da Polícia Civil para comunicar a morte do filho, afirmando que o menino teria se afogado na piscina. A defesa de Igor informou que ele retirou a criança da água, prestou os primeiros socorros e a colocou para descansar, mas na manhã de segunda-feira percebeu que o filho não apresentava sinais vitais. No entanto, o médico legista e diretor do Instituto Médico Legal de Palmas (IML), Eduardo Godinho, afirmou que não há sinais de afogamento e que a criança apresentava marcas de agressões pela face e na parte interna do intestino. "No exame preliminar, a causa da morte, aparentemente, foi por laceração intestinal e sangue. Ele teve hemorragia interna e externa, o que levou à causa da morte", explicou Godinho em entrevista à TV Anhanguera.

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Investigação aponta indícios de crime

O delegado Eduardo Menezes, responsável pelo caso, disse que há indícios claros de que a versão inicialmente declarada pelo pai não vai se sustentar. "Para afirmar que há um homicídio e quem foi o autor desse homicídio, a gente precisa aprofundar as investigações", afirmou. Um inquérito policial foi aberto para apurar a possível participação do pai na morte do menino. A defesa de Igor Gustavo informou que ele foi ouvido, liberado pela autoridade policial e segue à disposição das investigações.

Repercussão e comoção

A morte de Gustavo gerou comoção na cidade de Palmas. O velório acontece em uma igreja na quadra 208 Sul, com a presença de familiares e amigos. A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer as circunstâncias da morte e determinar a responsabilidade de cada envolvido. A população local acompanha o caso com atenção, e as autoridades reforçam a importância de denunciar casos de violência contra crianças.

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