Um menino de 9 anos foi obrigado a praticar atos sexuais com a mãe, de 25 anos, e o padrasto, de 26, em Anápolis, região central de Goiás. A criança também era forçada a assistir vídeos pornográficos no celular do casal e foi ameaçada com uma faca pela mãe para não revelar os abusos, segundo a delegada Aline Lopes, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).
Prisão e audiência de custódia
A prisão ocorreu na segunda-feira (22). Mãe e padrasto passaram por audiência de custódia nesta terça-feira (23) e permanecem presos, informou a delegada. Como os nomes não foram divulgados, a reportagem não conseguiu contato com a defesa. Ambos são suspeitos de estupro de vulnerável, crime com pena de até 18 anos de prisão.
Denúncia e depoimento da criança
Segundo a delegada Aline, a denúncia partiu de um familiar da criança. Durante uma visita a essa parente, o menino disse que não queria voltar para casa. Questionado, revelou os abusos, e a familiar gravou a conversa e levou a denúncia à polícia.
“Essa criança passou por um atendimento psicológico, onde ela, de forma espontânea, relatou a gravidade dos atos que eram praticados, tanto na presença dela quanto com ela, atos que a criança era obrigada a realizar com a mãe e o padrasto”, contou a delegada.
Vídeos pornográficos e justificativa da mãe
A criança relatou que era obrigada a assistir a vídeos pornográficos no celular da mãe e do padrasto. Inicialmente, ambos negaram as acusações. Em depoimento, a mãe tentou justificar, dizendo que mostrou os vídeos para explicar que aquilo era normal. “Não há bom senso nenhum que justifique você mostrar um vídeo pornográfico para uma criança. E a criança relatou que ela era obrigada a assistir esses vídeos, que eles diziam que era para ela aprender o que ela tinha que fazer”, destacou a delegada.
Investigação em andamento
Conforme a delegada, além de conivente com os abusos do padrasto, a mãe participava dos atos. Eles serão indiciados por estupro de vulnerável. As investigações devem durar mais 10 dias, pois a polícia aguarda a extração do conteúdo sexual dos telefones dos suspeitos.



