Médico preso por porte ilegal de arma em SP ganha liberdade provisória
Médico preso por porte ilegal de arma em SP ganha liberdade

O médico Douglas Ramos, preso na noite de segunda-feira (13) após ser flagrado dirigindo uma Mercedes com giroflex ligado e portando duas armas na Avenida Paulista, em São Paulo, foi colocado em liberdade provisória nesta terça-feira (14), após audiência de custódia. A decisão foi do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), que concedeu a liberdade mediante o cumprimento de medidas cautelares.

Medidas cautelares impostas

De acordo com o TJSP, Douglas deverá comparecer mensalmente em juízo para informar e justificar suas atividades, manter o endereço atualizado, não poderá se ausentar da comarca de residência por mais de oito dias sem autorização judicial e terá de pagar fiança equivalente a cinco salários mínimos. O médico deixou o 2º Distrito Policial (Bom Retiro) após a audiência.

Abordagem na Avenida Paulista

Douglas Ramos foi abordado por agentes das Rondas Ostensivas com Motocicletas (Romo), da Guarda Civil Metropolitana (GCM), depois de dirigir em zigue-zague e utilizar um giroflex, equipamento de uso restrito, na Avenida Paulista. À GCM, ele afirmou que acionou o sinal luminoso porque "estava atrasado para uma reunião".

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Armas encontradas

Durante a abordagem, os agentes encontraram uma pistola Glock G19 calibre 9 mm e um revólver calibre .357 dentro do veículo. Segundo a corporação, o médico apresentou documentos pessoais, mas não a documentação das armas. Ele alegou ser CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador) e disse ter esquecido os documentos de regularização em casa.

Registro profissional

Douglas se apresentou como neurocirurgião no momento da ocorrência. No entanto, o cadastro dele no Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) não registra especialidade médica.

Decisão judicial

Na audiência de custódia realizada nesta terça-feira (14), a Justiça concedeu liberdade provisória ao médico, condicionada ao pagamento de fiança de cinco salários mínimos e ao cumprimento das medidas cautelares determinadas.

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