Laboratório se compromete a ajudar mulher que teve cabeça raspada em exame para CNH
Laboratório vai ajudar mulher que teve cabeça raspada em exame CNH

Uma mulher que denunciou uma suposta falha no exame toxicológico para a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em um laboratório de análises clínicas em Sapé, na Zona da Mata paraibana, afirmou nas redes sociais que o estabelecimento se comprometeu a 'ajudar com todos os danos'. O caso ocorreu no sábado (10) e ganhou repercussão após a publicação de vídeos na segunda-feira (13).

Detalhes da denúncia e a resposta do laboratório

Inicialmente, Ana Karolina relatou que o procedimento de coleta para o exame toxicológico, obrigatório desde maio, foi feito de forma inadequada. Foram retiradas duas grandes mechas de cabelo — uma na parte central da cabeça e outra na lateral. A candidata afirmou que a situação causou dor e afetou sua autoestima.

Horas depois da primeira denúncia, a mulher publicou um novo vídeo afirmando que os responsáveis pelo laboratório entraram em contato e se comprometeram a arcar com os danos, incluindo o tratamento capilar. 'A clínica entrou em contato comigo agora à tarde e disse que não tinha entrado antes porque estava em reunião com a direção, porque não compactua com o que a funcionária fez e estava resolvendo para afastar ela. Que eu estava certa, que eu poderia sim denunciar ela, foi a favor em tudo, disse que vai me ajudar em todos os danos, com todo o tratamento, vai estar à disposição de me ajudar com tudo, me ouviu que eu conversei hoje', afirmou Ana Karolina.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Ela também agradeceu o apoio das milhares de pessoas que se solidarizaram pela internet. 'Estou passando para tranquilizar o coração de cada um de vocês e agradecer porque se não fosse vocês eu não tinha conseguido e graças a Deus eu consegui alertar muitas pessoas para que não passe pelo mesmo que eu passei, porque vinha acontecendo com várias pessoas isso, de vários de todos os cantos.'

Nota oficial do laboratório

Em nota divulgada após a repercussão, o laboratório informou que fez uma apuração interna e identificou uma falha no procedimento. A empresa afirmou que a situação não representa os valores adotados pelo laboratório e pediu desculpas pelo ocorrido. 'Após apuração interna, identificamos que houve uma falha no procedimento, situação que não reflete os valores de cuidado, respeito e acolhimento que fazem parte da nossa história', diz trecho da nota.

Exame toxicológico para CNH: novas regras e procedimentos

A exigência do exame toxicológico, que antes era aplicada principalmente às categorias C, D e E, passou a alcançar também os candidatos às categorias A, B e AB, como forma de comprovar que o futuro condutor não faz uso de substâncias psicoativas. Segundo a Senatran, a medida busca garantir que todos os novos motoristas cadastrados no Registro Nacional de Condutores Habilitados (Renach) apresentem exame com resultado negativo antes da emissão da CNH. A obrigatoriedade não se aplica aos candidatos que já haviam emitido o registro no Renach antes da data estabelecida.

O exame toxicológico deve ser feito exclusivamente em laboratórios credenciados pela Senatran ou em postos de coleta vinculados. A coleta não pode ser feita em locais sem credenciamento. Na maioria dos casos, o material utilizado é uma pequena mecha de cabelo retirada próxima à raiz. Quando não há cabelo suficiente, podem ser usados pelos do corpo ou unhas. O procedimento prevê a coleta de duas amostras: uma para análise e outra para eventual contraprova. O laboratório tem até 15 dias para emitir o laudo e registrar o resultado no Renach. O exame tem validade de 90 dias e identifica o consumo de substâncias psicoativas nos três meses anteriores. Os laboratórios devem seguir normas técnicas da Senatran e estão sujeitos à fiscalização.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar