Júri do filho que matou a mãe a pancadas começa no Rio
Júri do filho que matou a mãe a pancadas

A Justiça do Rio de Janeiro deu início na manhã desta terça-feira (27) ao júri popular de Igor Gomes de Moraes Alves, réu acusado de matar a própria mãe, Lúcia Regina Gomes Alves, de 70 anos, a pancadas. O crime aconteceu em 2021, há cerca de cinco anos, e chocou a cidade pela frieza do agressor.

O crime

No dia do crime, Lúcia Regina, que havia acabado de tirar o filho da cadeia pagando uma fiança de valor não divulgado, foi agredida brutalmente em sua residência na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Igor, então com 29 anos, respondia na época por tráfico de drogas. Segundo a polícia, a vítima foi asfixiada e espancada até a morte, sofrendo múltiplos golpes.

Após o ataque, Igor deixou a casa da mãe e se dirigiu ao seu próprio apartamento, localizado em um condomínio de luxo também na Barra da Tijuca. Quando os policiais chegaram ao local, encontraram o acusado dormindo. Após breves questionamentos, ele foi preso em flagrante. Os investigadores afirmaram que Igor confessou o crime sem demonstrar qualquer arrependimento.

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A confissão

Em audiência na Justiça, Igor confessou o homicídio e explicou o que o motivou. De acordo com o advogado Gabriel Habib, que representa a vítima, o réu disse: "A mãe queria interná-lo numa clínica de recuperação de usuários de drogas. Ele disse que não queria, começou a discussão, se sentiu ameaçado e partiu para cima dela. Jogou ela no chão e matou, com pancadas". A fala foi reproduzida pelo advogado durante o julgamento.

A confissão também foi registrada no inquérito policial. Apesar de ter admitido o crime, Igor não demonstrou remorso, segundo os agentes que o interrogaram.

Tese da defesa

A defesa de Igor alega que ele cometeu o crime sob efeito de insanidade mental, o que pode levar a uma absolvição ou medida de segurança. Porém, a acusação refuta essa versão. "De nossa parte, iremos trabalhar no sentido de afastar a tese da insanidade mental e buscar a condenação dele por homicídio qualificado", explicou o advogado Gabriel Habib ao g1. O g1 não conseguiu contato com a defesa do acusado para comentários.

O julgamento

O júri popular ocorre no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, sob a presidência de um juiz. Igor responde por homicídio qualificado, cuja pena pode chegar a 30 anos de reclusão. A qualificadora inclui a asfixia e a brutalidade do crime. Familiares da vítima acompanham o julgamento, que deve se estender por todo o dia.

Este é um caso que reacende o debate sobre a violência doméstica contra idosos e a relação entre dependência química e crimes familiares. O julgamento é acompanhado de perto pela imprensa local.

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