A pedagoga Dijanane Lins, irmã da servidora municipal Rayane Lins Farias Campos, morta a tiros ao lado do marido Leonardo de Oliveira Campos dentro de um condomínio no Distrito Federal, descreveu a dor da perda como algo que tira a cor do mundo. Em um desabafo nas redes sociais, Dijanane escreveu: “Ninguém consegue arrancar do meu peito essa dor, minha irmã. A saudade está doendo tanto, como viverei sem as suas loucuras, minha caçula. O mundo não terá mais cor. Te amo, tanto, tanto”.
Crime e prisão do suspeito
O crime ocorreu na quinta-feira (16), em um condomínio no Distrito Federal. Rayane e Leonardo foram encontrados mortos com tiros no rosto e na nuca no lote da família. Segundo a TV Anhanguera, o casal estava no local para limpar o terreno após uma notificação do condomínio sobre o mato alto. O vizinho Evandro Gabriel Ferreira foi preso na sexta-feira (17) como principal suspeito. A reportagem não localizou sua defesa. A investigação apontou que o crime teria sido motivado por desentendimentos em relação a um muro, mas a Polícia Civil ainda apura a motivação oficial.
Vítimas e homenagens
Rayane trabalhava como coordenadora do Cadastro Único da Prefeitura de Santo Antônio do Descoberto, no Entorno do Distrito Federal. Leonardo era representante comercial. O casal deixa uma filha de 7 anos. A Prefeitura de Santo Antônio decretou luto oficial de três dias (Decreto nº 3.584, de 17 de julho de 2026) e, em nota de pesar, destacou “o reconhecimento aos relevantes serviços prestados à população e à sua dedicação ao serviço público”. O Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) também lamentou a morte da servidora e de seu esposo, solidarizando-se com familiares e amigos. Nas redes sociais, amigos prestaram homenagens; uma amiga escreveu: “Amo muito vocês meus amigos! Nos veremos na glória”. Rayane e Leonardo foram sepultados no domingo (19) no Cemitério Jardim Metropolitano Parque do Angico, em Santo Antônio do Descoberto.
Antecedentes do conflito
A TV Anhanguera informou que as vítimas moviam uma ação judicial contra o condomínio por omissão em um conflito anterior com o vizinho. Em um vídeo gravado antes do crime, a servidora municipal registrou irregularidades na calçada do suspeito que impediam o nivelamento de sua rampa de acesso. O casal havia sido notificado pelo condomínio para limpar o terreno, o que os levou ao local no dia do crime.



