O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou, na quinta-feira (17), Maicon de Moura, conhecido como 'Don Juan', pelos crimes de roubo circunstanciado e sequestro qualificado. Ele é acusado de sequestrar, roubar e abandonar uma idosa de 71 anos em uma ribanceira de cerca de 200 metros entre Blumenau e Gaspar, no Vale do Itajaí, após conhecê-la em um bailão no início de julho.
O crime
Segundo a denúncia, os fatos começaram em 6 de julho, quando Maicon conheceu a vítima em um clube de São José. No dia seguinte, após ganhar a confiança dela, pediu carona até Itapema, no Litoral Norte. A partir daí, passou a acompanhá-la em deslocamentos por diversos municípios até subtrair o veículo, o telefone celular e outros pertences, e a levou para uma área de mata fechada.
A idosa foi sequestrada em Biguaçu, na Grande Florianópolis, no dia 7 de julho. Ela passou um dia e uma noite ao relento, amarrada e sob frio intenso, em uma região de mata fechada. Foi resgatada em uma ribanceira de cerca de 200 metros entre Blumenau e Gaspar.
Resgate e estado da vítima
Após abandonar a vítima, Maicon foi encontrado em Joinville, no Norte do estado, com o carro da idosa, e permanece preso preventivamente. Em depoimento, ele informou aos policiais onde havia deixado a idosa, que foi encontrada 'extremamente debilitada', segundo a polícia, e encaminhada ao hospital. A vítima, que possui comorbidades, recebeu alta no dia 9 de julho.
Além da condenação pelos crimes, o MPSC pediu a fixação de um valor mínimo não informado para reparação dos danos sofridos pela vítima, incluindo danos morais.
Defesa do acusado
A defesa de Maicon de Moura informou que acompanha o procedimento desde a lavratura do auto de prisão em flagrante e que atuou na audiência de custódia realizada na quinta-feira (9), na Vara Regional de Garantias da Comarca de Joinville. O caso encontra-se em fase de inquérito policial, sem denúncia oferecida pelo Ministério Público. A defesa não comentará o mérito dos fatos investigados, e todas as suas manifestações serão apresentadas exclusivamente nos autos, perante o juízo competente. Ressalta-se que vigora a presunção de inocência, garantida pela Constituição Federal a qualquer investigado, até eventual condenação definitiva.



