Homem esconde celular em banheiro feminino para gravar mulheres em Santos
Homem esconde celular em banheiro feminino em Santos

Um homem de 21 anos é investigado pela Polícia Civil de Santos, no litoral de São Paulo, após esconder um celular no banheiro feminino de um prédio comercial para gravar mulheres. O caso foi registrado no 3° Distrito Policial da cidade, depois que duas vítimas encontraram o aparelho e fizeram o boletim de ocorrência na semana passada.

Câmera flagrou homem entrando no banheiro

Imagens de monitoramento mostram o suspeito entrando no banheiro feminino destinado a pessoas com deficiência, localizado no bairro Aparecida. O celular foi colocado embaixo da pia, com a câmera voltada para o vaso sanitário. O delegado Wagner Camargo Gouveia, em entrevista à TV Tribuna, afirmou que a câmera registrou o homem entrando mais de uma vez no local. “No próprio celular, tem horas de vídeos e outras vítimas até para serem identificadas”, disse.

Suspeito confessa voyeurismo

Em depoimento, o investigado confirmou ser o dono do aparelho e alegou que não sabia que o sanitário era de uso feminino. No entanto, ele também confessou ter comportamento voyeurístico e informou que faz acompanhamento psicológico e psiquiátrico. Segundo ele, o consumo excessivo de pornografia ao longo dos anos o levou a sentir atração sexual por observar a intimidade de terceiros sem consentimento. Ele afirmou que busca controlar os impulsos com tratamento e que não se lembra de como o celular foi parar no banheiro, atribuindo o lapso ao uso de medicamentos psiquiátricos que podem causar amnésia parcial.

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Apreensão de equipamentos

Na terça-feira (14), policiais cumpriram dois mandados de busca e apreensão no prédio comercial e na casa do suspeito. Foram apreendidos um celular, um computador, um notebook e quatro simulacros de arma de fogo. O investigado forneceu as senhas dos aparelhos e autorizou a extração de dados e perícias técnicas. A polícia investiga se as gravações eram apenas para satisfação pessoal ou se havia intenção de vender o conteúdo para sites de pornografia. A defesa do suspeito não foi localizada até o fechamento da reportagem.

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