O helicóptero que caiu na zona rural de Boa Vista e matou duas pessoas em julho de 2022 estava com o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) vencido desde 2012, segundo relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) divulgado nesta segunda-feira (20).
Acidente ocorreu em 12 de julho de 2022
O acidente ocorreu em 12 de julho de 2022, em uma chácara na região do Água Boa, zona rural da capital. O helicóptero atingiu uma linha de transmissão de energia de alta tensão e caiu no terreno, a cerca de 5 km do posto de fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no local. O relatório apontou que a origem, o destino e a finalidade do voo não foram identificados, e que não havia plano de voo conhecido ou aprovado, em desacordo com as regras para operação no local.
Piloto com habilitações vencidas
O relatório apontou ainda que o piloto estava com as habilitações da licença de piloto de helicóptero e o Certificado Médico Aeronáutico (CMA) vencidos. A situação, segundo o documento, 'caracterizando descumprimento aos requisitos do RBAC aplicável e desqualificação para a realização do voo'.
Vítimas e impacto local
O piloto Agnaldo Pereira da Costa, de 55 anos, e o passageiro Vilmar Carpinski, de 47 anos, morreram na queda. A aeronave também colidiu contra árvores antes da parada total. Moradores próximos relataram ter ouvido um barulho alto antes de perceberem que o helicóptero havia caído. Após a colisão com os fios da rede elétrica, oito municípios atendidos pelo eixo Sul ficaram sem energia: Mucajaí, Caracaraí, Iracema, Rorainópolis, São Luiz, São João da Baliza, Caroebe e Cantá. À época, o Corpo de Bombeiros informou que havia grande quantidade de combustível no local e que foi necessário apoio de um caminhão de combate a incêndio.



