Greve de ônibus no Rio começa com vandalismo e frota reduzida
Na madrugada desta segunda-feira (29), a greve dos rodoviários no Rio de Janeiro teve início com incidentes de vandalismo. De acordo com o Rio Ônibus, sindicato que representa as empresas de transporte, pelo menos 25 coletivos foram danificados em piquetes. O Bom Dia Rio apurou que uma pessoa ficou ferida, mas ainda não foi confirmado se era passageiro ou motorista.
Justiça determina frota mínima durante paralisação
O Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região concedeu liminar estabelecendo que 50% da frota deve circular nos horários de pico e 25% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 50 mil para cada sindicato: Sintrucad-Rio (trabalhadores) e Rio Ônibus (empresas). Segundo o Rio Ônibus, 600 ônibus saíram das garagens para atender a população.
Prefeitura reforça operação do BRT e pede aumento de frota
A Prefeitura do Rio informou que o sistema BRT, gerido pela MOBI-Rio, operará normalmente com plano de dias úteis. Em nota, o município afirmou que acompanha a situação e que já solicitou à Justiça o aumento do percentual mínimo de circulação. "A Prefeitura do Rio acompanha a situação e reforça que adotará as medidas necessárias para reduzir os impactos à população e garantir o direito de ir e vir dos cariocas", disse o município.
Reivindicações da categoria
O sindicato dos rodoviários apresentou uma pauta de reivindicações que inclui: mudança da data-base para 1º de março, salário de R$ 5 mil para motoristas de ônibus articulados e R$ 4 mil para os demais, fim do contrato temporário e contratação pela CLT para profissionais do BRT, ticket alimentação de R$ 1 mil, jornada 5x2, manutenção do passe livre, indenização dos 30 minutos de intervalo de almoço, além de plano de saúde e odontológico.
A proposta patronal, segundo o sindicato, resultaria em reajustes modestos: motorista de ônibus convencional passaria de R$ 3.420,16 para R$ 3.570,31 (aumento de R$ 150,15); motorista de articulado (categoria E) subiria de R$ 4.104,18 para R$ 4.284,35 (aumento de R$ 180,17); e o auxílio alimentação seria reajustado de R$ 660,00 para R$ 689,00 (aumento de R$ 29,00).



