Granada lançada por drone atinge associação de moradores na Zona Oeste do Rio
Granada de drone atinge associação de moradores no Rio

O esquadrão Antibomba da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) encontrou vestígios de que um prédio da associação de moradores da comunidade Dois Irmãos, em Curicica, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, foi atingido por uma granada lançada por um drone. A conclusão foi feita após uma varredura técnica que identificou "dois pontos contendo vestígios de explosão compatíveis com a utilização de Artefatos Explosivos Improvisados (AEIs)". Segundo a varredura, as características conferem com as de artefatos lançados "por meio de aeronaves remotamente pilotadas (drones)". Um local em via pública também foi atingido.

Cães farejadores encontram cabeça humana e possível cemitério clandestino

Os cães farejadores da corporação ainda encontraram um espaço suspeito de ser utilizado como um cemitério clandestino do tráfico de drogas local. Uma cabeça humana foi encontrada no local. A 32ª DP (Taquara) e a Delegacia de Homicídios investigam o caso.

Criminosos do Rio investem em drones e enviam integrantes à Ucrânia

Como mostrou o Bom Dia Rio desta terça-feira, facções criminosas do Rio de Janeiro têm investido no uso de drones como arma de guerra e, segundo a Polícia Civil, estão até enviando integrantes à Ucrânia para aprender técnicas de combate com esses equipamentos. O delegado Marcos Motta, da Coordenadoria de Operações Aéreas Não Tripuladas (Coant), afirmou que o uso desses equipamentos já faz parte da estratégia das quadrilhas. "A gente percebe que hoje a atividade criminosa não consegue se desassociar do uso dos drones."

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"Há dados da inteligência que nos apontam que facções criminosas do Rio de Janeiro têm bancado a remessa de integrantes da sua organização pra Ucrânia pra fazer escola lá, nessa parte de uso de drone em guerra", explicou Motta.

Ataques com drones se intensificam na disputa entre facções

Drones são utilizados pelas forças de segurança para monitoramento aéreo e produção de provas em investigações. Com as imagens captadas, policiais conseguem mapear deslocamentos de criminosos, identificar esconderijos de armas e traçar estratégias para operações. Nos últimos meses, porém, criminosos passaram a adaptar os equipamentos para lançar granadas em áreas dominadas por grupos rivais. A prática tem sido registrada em diferentes regiões da cidade e colocado moradores em risco, já que explosivos atingem áreas residenciais.

Nesta segunda-feira (13), um explosivo danificou o telhado da sede da Associação de Moradores da comunidade Parque Dois Irmãos, em Curicica, na Zona Sudoeste. Segundo moradores, a bomba foi atirada de um drone.

Ataques semelhantes têm ocorrido na disputa entre traficantes do Comando Vermelho instalados na Muzema, Cidade de Deus e Gardênia Azul contra a milícia de Rio das Pedras, na mesma região. Segundo as investigações, granadas são lançadas frequentemente contra o território rival pelo alto.

Segundo a Polícia Militar, uma publicação feita em um perfil de rede social ligado a suspeitos do tráfico na Cidade de Deus e na Gardênia Azul mostrou a fotografia do controle de um drone logo após um explosivo ser lançado contra um ponto de Rio das Pedras. Em outro caso, um drone operado por criminosos da Favela do Quitungo lançou explosivos em direção ao Complexo de Israel, área dominada por um grupo rival.

Adolescente é atingido por estilhaços em Brás de Pina

Em maio, um adolescente foi atingido por estilhaços de uma granada lançada por um drone na comunidade da Caixa d’Água, em Brás de Pina. A suspeita investigada pela polícia é de que o jovem tenha sido confundido com um criminoso rival porque usava um casaco preto enquanto seguia para uma lanchonete. "Meu filho com 15 anos está com fratura exposta, e tinha até prego na perna dele. Não tem direito de passar em lugar nenhum porque está sujeito a ser tratado como bandido", afirmou a mãe.

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Granadas fabricadas em impressoras 3D

As investigações também identificaram que criminosos passaram a fabricar parte dos explosivos usados nos ataques. Segundo a Polícia Civil, integrantes das facções produzem a estrutura das granadas em impressoras 3D e, posteriormente, abastecem os artefatos com materiais inflamáveis. De acordo com Marcos Motta, as forças de segurança também têm buscado conhecimento em cenários de conflito para antecipar novas formas de atuação das organizações criminosas. "A gente tem procurado se especializar, buscando novos conhecimentos que estão surgindo, inclusive em cenários de guerra. A gente busca antecipar aquilo que vai surgir na ação criminosa para ter a medida a ser adotada", afirmou.