Golpe do falso intermediário termina em perseguição em Salvador
Golpe do falso intermediário termina em perseguição

Um homem teve um prejuízo de R$ 17,9 mil após cair no chamado "golpe do falso intermediário" em Salvador, na segunda-feira (3). O caso foi divulgado pela Guarda Civil Municipal (GCM) nesta terça-feira (4). A vítima acreditou que o dinheiro seria usado para pagar um carro anunciado em uma plataforma de vendas, mas o anúncio havia sido clonado por um criminoso que também enganou a proprietária do veículo.

Como o golpe foi aplicado

Segundo as investigações, o suspeito entrou em contato com a dona do carro, afirmando que compraria o veículo e pedindo que ela removesse o anúncio original. Em seguida, ele criou um novo anúncio com as mesmas informações, mas substituiu o contato pelo seu próprio. Dessa forma, quando o comprador interessado fez a transferência via PIX, o dinheiro foi parar na conta do golpista.

Na segunda-feira, foi marcado um encontro entre o comprador e a vendedora, que não sabiam que ambos eram vítimas do mesmo golpe. Durante o encontro, eles perceberam a divergência e chegaram a acreditar que um estava tentando aplicar um golpe no outro. A confusão gerou pânico e fez com que a dona do carro fosse embora sem receber o pagamento.

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Perseguição e intervenção da GCM

O homem, que já havia transferido o dinheiro, passou a seguir a mulher em outro veículo pela Avenida San Martins, dando início a uma perseguição. Agentes da GCM, que faziam rondas na região, foram acionados e intervieram. Após ouvir os dois, os guardas constataram que se tratava de um golpe e que a divergência de informações havia gerado o mal-entendido.

Ambos foram levados para a Central de Flagrantes da Polícia Civil (PC), onde o caso foi registrado. Até a última atualização desta reportagem, o suspeito ainda não havia sido preso, e o caso segue sob investigação.

Orientações para evitar o golpe

O golpe do falso intermediário tem se tornado comum em plataformas de vendas online. Especialistas recomendam que compradores e vendedores desconfiem de pedidos para apagar anúncios e de contatos que redirecionem as negociações para fora da plataforma. A orientação é sempre confirmar a identidade do vendedor e preferir pagamentos que ofereçam proteção ao comprador.

Em casos semelhantes, a polícia orienta que as vítimas registrem boletim de ocorrência e reúnam provas, como conversas e comprovantes de transferência, para auxiliar nas investigações.

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