Golpe do Falso Executivo: quadrilha se passa por presidente de empresa do RS e funcionária realiza transferências de quase R$ 200 mil
Uma quadrilha especializada no chamado 'Golpe do Falso Executivo' foi alvo de uma operação da Polícia Civil nesta terça-feira (9). Os criminosos se passavam pelo presidente de uma empresa do Rio Grande do Sul e convenceram uma funcionária a realizar transferências bancárias que totalizaram quase R$ 200 mil. Segundo a delegada Luciane Bertoletti, titular da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, as vítimas relataram o prejuízo. Os golpistas utilizaram engenharia social para enganar a gerente financeira, que acreditou estar seguindo ordens do verdadeiro chefe.
Como o golpe funcionava
Os funcionários recebiam mensagens de um perfil que exibia a fotografia do dono da empresa, solicitando transferências bancárias. Após efetuarem os pagamentos, descobriam que o número era falso e que haviam caído em um golpe. 'O pedido de pagamento era usual. Ela não desconfiou. A engenharia social foi muito bem feita, era realmente a forma como esse presidente solicitava os pagamentos', explicou a delegada.
No dia 5 de fevereiro de 2025, a gerente financeira da indústria de Canoas recebeu mensagens de um número que exibia a fotografia do presidente. Como o executivo estava em viagem e frequentemente solicitava pagamentos a fornecedores por mensagem, a funcionária não desconfiou. Ela fez transferências bancárias para contas indicadas pelo suposto diretor, e os valores foram distribuídos entre diferentes destinatários. Apenas dois dias depois, ao perceber que os pagamentos eram elevados e haviam sido solicitados em curto espaço de tempo, a funcionária desconfiou. Ao verificar o número, constatou que não correspondia ao telefone verdadeiro do presidente.
Operação Interface
A Operação Interface cumpriu 60 mandados de busca e apreensão e 27 mandados de prisão contra investigados pelo Golpe do Falso Executivo. Até as 8h30, 14 pessoas foram presas. Os mandados foram cumpridos nos estados do Mato Grosso e do Rio Grande do Norte, com apoio do Ministério da Justiça. A polícia descobriu que o golpe foi executado por criminosos do Mato Grosso, especialmente da região de Cuiabá.
Segundo a Polícia Civil, os investigados empregavam uma estratégia de pulverização financeira para dificultar a recuperação dos valores e o rastreamento dos recursos. O dinheiro era rapidamente fragmentado e transferido para dezenas de contas em diferentes estados brasileiros.



