Golpe do boleto falso: polícia apreende R$ 5 mi em bens no Amapá
Golpe do boleto falso: R$ 5 mi em bens apreendidos

A Polícia Civil do Amapá revelou, nesta quinta-feira (2), a vida de luxo e ostentação mantida por integrantes de uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas, que aplicava golpes por meio de sites falsos no estado. Durante a 2ª fase da Operação Boleto Fantasma, os investigadores apreenderam mais de R$ 5 milhões em bens e valores, incluindo carros de luxo, joias, relógios e dinheiro em espécie.

Itens apreendidos

Entre os itens apreendidos estão um Porsche, duas BMWs, dois caminhões, além de outros automóveis e uma motoaquática. Também foram recolhidos equipamentos eletrônicos avaliados em mais de R$ 200 mil, como iPhones, MacBooks e computadores gamers. A operação ainda encontrou joias, ouro, prata e um relógio Rolex avaliado em R$ 125 mil, que juntos somaram mais de R$ 311 mil em apreensão física direta. Somente em dinheiro vivo, foram retirados R$ 26 mil das mãos dos criminosos.

Como funcionava o golpe

Segundo a investigação, o grupo mantinha uma estrutura profissionalizada para aplicar golpes por meio de sites falsos de faturas da concessionária de energia do Amapá. As vítimas acreditavam estar pagando suas contas, mas os valores eram desviados para contas bancárias e empresas ligadas à quadrilha. “Essa organização criminosa utilizava tecnologia, anúncios patrocinados, sites falsos e pessoas interpostas para enganar vítimas e ocultar valores", disse o delegado Breno da Costa Esteves, responsável pela operação.

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Estrutura da organização criminosa

De acordo com a Polícia Civil, o esquema tinha divisão de tarefas, como: criação dos sites; anúncios patrocinados; atendimento às vítimas; movimentação dos valores; e ocultação patrimonial. A Operação Boleto Fantasma 2 é coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DR-CCIBER) da Polícia Civil do Amapá, com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab/DIOPI/Senasp) do Ministério da Justiça e Segurança Pública, além das Polícias Civis de Goiás e Santa Catarina.

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