Gaeco mira operador financeiro do PCC em Mogi das Cruzes na Operação Janus
Gaeco faz operação em Mogi contra esquema ligado ao PCC

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou nesta terça-feira (21) a Operação Janus em Mogi das Cruzes, visando um grupo suspeito de atuar como operador financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação é conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP).

Investigado em Mogi é suspeito de integrar o PCC e participar de 'tribunal do crime'

Segundo o Ministério Público, Marcelo de Morais de Oliveira, morador de Mogi das Cruzes, é um dos investigados. As apurações indicam que ele integra o PCC e teria participado de uma disputa financeira resolvida por meio do chamado 'tribunal do crime', um mecanismo usado pela facção para julgar e punir desafetos internos.

Diante das suspeitas, o MP pediu à Justiça a prisão preventiva de Oliveira, além de mandado de busca e apreensão em seu endereço em Mogi das Cruzes e o sequestro e bloqueio de bens e valores. A investigação apura crimes como promoção e financiamento de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção, fraude processual e organização criminosa.

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Operação Janus: financiamento do PCC e corrupção policial

A investigação revelou que operadores financeiros ligados ao grupo financiavam a facção e utilizavam o 'tribunal do crime' para resolver disputas imobiliárias em benefício próprio. O Gaeco identificou métodos para ocultar valores ilícitos, como substituir transferências bancárias por dinheiro em espécie, criar empresas de fachada e movimentar recursos por meio de 'laranjas', incluindo familiares dos investigados.

Parte dos recursos era empregada na corrupção de policiais civis e militares, com o objetivo de proteger membros do grupo de punições e atrapalhar as investigações. O Ministério Público solicitou à Justiça a prisão preventiva de 18 investigados, além de mandados de busca e apreensão e o sequestro, arresto e bloqueio de bens e valores de pessoas físicas e jurídicas até o limite de R$ 10 milhões.

Até a última atualização desta reportagem, o Gaeco não havia divulgado o balanço oficial da operação.

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