Filipina grávida resgatada de cárcere privado na Zona Norte de SP
Filipina grávida resgatada de cárcere privado em SP

Uma mulher filipina grávida, mantida em cárcere privado pelo companheiro, foi resgatada pela Polícia Militar na manhã desta terça-feira (21) na rua Voluntários da Pátria, Zona Norte da capital paulista. A vítima teve o passaporte, o Registro Nacional Migratório (RNM) e outros documentos pessoais retidos pelo homem, impedindo-a de sair de casa. O agressor, de nacionalidade desconhecida, está foragido.

Denúncia e ação policial

Após uma denúncia no Disque Denúncia e informações fornecidas pela família da vítima, que reside nos Estados Unidos, policiais foram ao endereço indicado. No momento da operação, os policiais encontraram a mulher, grávida de aproximadamente seis meses, e o filho mais velho dela, de quatro anos. Um advogado contratado pelos familiares acompanha o caso para auxiliar no contato com as autoridades brasileiras.

Atendimento e medidas legais

Após o resgate, a mulher foi acolhida por policiais militares especializadas no atendimento a mulheres em situação de violência e encaminhada, juntamente com a criança, à 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde foram adotadas as medidas de polícia judiciária, proteção e assistência previstas em lei. A ocorrência permanece em andamento, e as medidas para localizar o agressor e esclarecer completamente os fatos continuam.

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Aumento de denúncias de cárcere privado em SP

Segundo o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, o número de denúncias de cárcere privado cresceu 10% no estado de São Paulo. Entre janeiro e maio de 2026, foram feitas 697 denúncias de mulheres em situação de cárcere privado e 930 violações de direitos desrespeitados dentro desses casos. Mulheres entre 80 e 84 anos são as mais atingidas, com 167 violações, seguidas por vítimas entre 70 e 74, com 118 violações, e em terceiro lugar mulheres entre 50 e 54, com 87.

Para denunciar um crime ou relatar suspeitas de segurança, utilize um dos seguintes canais: Polícia Militar: disque 190; Disque Denúncia: disque 181; Central de Atendimento à Mulher: disque 180; Direitos Humanos: Disque 100; Delegacia de Polícia: também é possível registrar um boletim de ocorrência presencialmente na Delegacia de Polícia Civil mais próxima.

Com supervisão de Rodrigo Rodrigues.

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