Festa de 15 anos termina em tragédia após piso ceder em Belém
Festa de 15 anos interrompida por desabamento em Belém

"Nosso sonho foi por água abaixo", disse a mãe da adolescente, que teve a festa de 15 anos interrompida após o piso ceder em um casarão histórico, onde a festa estava sendo realizada no domingo (5). O desabamento ocorreu na hora dos parabéns. O local seguia interditado nesta segunda-feira (6).

"Mãe de menina sempre sonha com esse momento. Foram mais de dois anos economizando e noite sem dormir preparando tudo com carinho. E, quando chega no momento, a gente perde tudo", lamenta a mãe.

Detalhes do desabamento

Na festa havia cerca de 230 convidados. Ao menos, 11 pessoas ficaram feridas e foram atendidas por equipes da prefeitura, do Samu e do Corpo de Bombeiros. Um vídeo mostra o momento em que parte do piso cedeu, e pessoas caíram para a área inferior do casarão, que funciona como porão. Não houve feridos graves, mas vítimas tiveram fraturas, luxações e outros traumas.

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Assistência e investigação

A área ainda deve passar por vistoria da Defesa Civil. A Prefeitura informou que acompanha o caso e presta assistência às vítimas enquanto aguarda a avaliação técnica da estrutura. O estabelecimento funciona em um casarão histórico na Rua Siqueira Mendes, próximo à Casa das Onze Janelas e ao Complexo Feliz Lusitânia. Além da fachada em área terrestre, a parte dos fundos do imóvel é construída sobre palafitas, em direção à baía.

A família agora cobra que o dono do estabelecimento arque com os custos da festa, de quase R$ 40 mil, também dê apoio aos feridos, o que não estaria sendo feito, segundo os familiares. "Ele sumiu, a gente não tem nenhum tipo de contato com ele e eles emitem nota que estão dando assistência aos feridos e é tudo mentira. Eu e meu marido estamos arcando em ajudar as pessoas que não têm a condição de comprar medicamento", afirma.

Posicionamento do Palafita

Nas redes sociais, o Palafita disse que "lamenta profundamente o ocorrido e que todas as providências estão sendo tomadas para garantir o suporte às vítimas" e que está "apurando cuidadosamente as circunstâncias do ocorrido e colaborando com as autoridades competentes, além de adotar todas as medidas necessárias de segurança, de acordo com a determinação da Defesa Civil". O Palafita disse ainda que "presta apoio e solidariedade a todos os clientes, participantes e familiares pelos transtornos causados".

Depois do ocorrido, mesmo abalados, a família e os vizinhos decidiram fazer a comemoração. No domingo (5) mesmo cantaram os parabéns.

Vistoria em andamento

Com a interdição mantida, a Defesa Civil deve fazer uma nova vistoria para identificar a causa do desabamento e verificar as condições do imóvel. A prefeitura também acionou a Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade (Segbel) para apoiar a ocorrência e isolar a área no momento do acidente.

A Polícia Civil informou que, até a divulgação do primeiro balanço, o caso ainda não havia sido registrado na unidade policial responsável pelo plantão da área. Já o Corpo de Bombeiros afirmou que a área foi isolada assim que o socorro às vítimas começou.

Atendimento às vítimas

Das 11 pessoas atendidas, três foram levadas ao Pronto-Socorro da 14 de Março e outras oito receberam atendimento do Samu no local. A maioria segue em estado estável, mas havia feridos que ainda aguardam procedimentos médicos nesta segunda-feira (6). Uma das pacientes teve fratura na perna e foi levada para o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, em Ananindeua, onde precisa passar por cirurgia.

A Prefeitura disse que mantém assistência às vítimas e acompanha a evolução dos atendimentos. O caso segue sob apuração para definir se houve falha estrutural, sobrecarga ou outro problema no espaço onde a festa era realizada.

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