Federal deve liderar combate ao crime organizado, diz secretário
Federal deve liderar combate ao crime, diz secretário

O secretário de Segurança do Rio de Janeiro, Victor Cesar Carvalho dos Santos, afirmou que o governo federal deve estar à frente na coordenação do combate ao crime organizado no país. A declaração foi dada durante a Imersão Executivos de Valor, realizada em parceria com o Insper, em sua segunda edição, que reúne líderes para discutir tendências e estratégias.

Protagonismo federal na segurança

“Não podemos deixar de levar em conta que o governo federal tem um papel preponderante e tem que ser o protagonista dessa integração e coordenação”, afirmou o secretário. Para ele, a atuação integrada entre União, estados e municípios é essencial para enfrentar organizações criminosas que atuam em escala nacional e internacional.

Carvalho dos Santos destacou que o crime organizado não respeita fronteiras estaduais, o que exige uma resposta coordenada. A integração de inteligência, operações conjuntas e compartilhamento de dados são apontados como pilares para uma estratégia eficaz.

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Desafios e soluções

O secretário ressaltou que a segurança pública é um desafio complexo, envolvendo não apenas repressão, mas também prevenção e investimento social. Ele defendeu a criação de um sistema nacional de segurança com diretrizes comuns, respeitando as particularidades regionais.

Durante o evento, foram discutidos casos de sucesso e a necessidade de modernização das polícias, com uso de tecnologia e análise de dados para antecipar ações criminosas. A cooperação com outros países também foi citada como fundamental, especialmente no combate ao tráfico de drogas e armas.

Impacto na política pública

A declaração reforça o debate sobre o papel da União na segurança, tema que tem ganhado destaque em âmbito nacional. Atualmente, a segurança pública é majoritariamente responsabilidade dos estados, mas a complexidade do crime organizado tem levado a pedidos por maior participação federal.

Especialistas presentes no evento concordaram que a coordenação federal pode otimizar recursos e evitar duplicidade de esforços. No entanto, alertaram para a necessidade de respeitar a autonomia dos entes federativos e de garantir financiamento adequado para as políticas propostas.

A Imersão Executivos de Valor – 2ª edição, promovida pelo jornal Valor em parceria com o Insper, tem como objetivo transformar tendências em decisões estratégicas, reunindo líderes de diversos setores para debater temas relevantes do cenário nacional e internacional.

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