Uma família abandonou a própria residência às pressas depois que o imóvel foi alvo de pichações com ameaças de morte atribuídas à facção criminosa Comando Vermelho (CV). O caso ocorreu no Bairro Laurão, em Tianguá, município localizado no interior do Ceará, nesta segunda-feira (3).
Frases de intimidação na fachada
Na frente da casa, situada na Rua Francisco Batista Leal, os criminosos escreveram mensagens como "24 horas para sair fora" e "vai morrer", além da palavra "X9", gíria utilizada para rotular pessoas consideradas delatoras ou informantes. As ameaças estavam acompanhadas da sigla CV, referência direta ao Comando Vermelho.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), equipes da Polícia Civil (PCCE) e da Polícia Militar (PMCE) já estão apurando o caso, tratado como deslocamento forçado no município.
Investigação em curso
A SSPDS informou que todas as ocorrências envolvendo organizações criminosas são investigadas pelo Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas Norte (Draco Norte). Além disso, a Polícia Militar intensificou o patrulhamento na região com equipes do Policiamento Ostensivo Geral (POG), do Comando de Policiamento de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (CPRaio) e da Força Tática.
"A SSPDS reforça a importância do registro do Boletim de Ocorrência, que pode ser feito em qualquer unidade da PCCE, incluindo a Draco Norte e a Delegacia de Polícia Civil de Tianguá", destacou a Secretaria em nota oficial.
Impacto e orientações
O caso reflete a escalada de violência e intimidação promovida por facções no interior do estado, que têm usado pichações e ameaças para coagir moradores e forçar deslocamentos. A Polícia Civil orienta que qualquer pessoa que receba ameaças semelhantes procure imediatamente as autoridades e registre boletim de ocorrência, garantindo assim a investigação e a proteção necessárias.
A família, que preferiu não se identificar, deixou o imóvel por medo de represálias. As investigações seguem em sigilo para identificar os responsáveis pelas ameaças.



