Em Nova Granada (SP), a família de Viviane Vieira de Oliveira, de 41 anos, acusa o Pronto Atendimento (PA) municipal de negligência médica. A mulher morreu na segunda-feira (8) após dar entrada duas vezes na unidade e ser liberada. Os parentes relatam que ela apresentava sintomas graves, como dores intensas no estômago, abdômen e peito, sudorese fria, diarreia e perda de movimentos das pernas.
Atendimento inicial e sintomas ignorados
Segundo a irmã, Aline Vieira de Oliveira, Vivienne procurou o PA no sábado (6) com palidez e dores que irradiavam para as costas. “Ela foi tratada como se tivesse apenas dor muscular. Fizeram um eletrocardiograma e a liberaram. Tudo indicava que ela precisava ser transferida para São José do Rio Preto, mas nada foi feito”, afirmou.
Segunda ida ao PA e agravamento
Na segunda-feira pela manhã, Viviane retornou com os mesmos sintomas. Foi medicada e liberada novamente. Horas depois, seu estado piorou. “A ambulância não atendia, o Samu não respondia. Decidimos levá-la por conta própria e encontramos a ambulância no meio do caminho”, contou Aline. A mulher morreu dentro da ambulância a caminho do hospital.
Posição do Pronto Atendimento
A enfermeira Érica Magnani afirmou que todos os protocolos foram seguidos. “O médico cardiologista descartou sintomas agudos e não solicitou transferência. Quando ela chegou em estado crítico à tarde, tentamos reanimação, mas não resistiu”, explicou.
Outro óbito no mesmo dia
Também na segunda, um idoso de 88 anos morreu após ser liberado do PA. Ele havia caído da própria altura, recebeu alta e faleceu horas depois.
Prefeitura se manifesta
A Prefeitura de Nova Granada informou que todos os atendimentos foram registrados em prontuários e seguiram os protocolos da equipe de plantão. A Polícia Civil investiga o caso como suspeita de homicídio culposo por negligência.



