Uma operação do Ministério Público de São Paulo revelou que um ex-estagiário da instituição se infiltrou na Promotoria Criminal de Campinas para acessar sistemas internos e extorquir membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação, batizada de Operação Infiltrados, foi deflagrada nesta terça-feira e expõe um esquema que visava integrantes da facção com alto poder econômico.
Como funcionava o esquema
O ex-estagiário, que já havia trabalhado no MP-SP, utilizou seu conhecimento e acesso remanescente aos sistemas para identificar membros do PCC. Com o apoio de um policial penal e um ex-policial civil, ele exigia dinheiro das vítimas em troca de proteção ou para evitar ações judiciais. O grupo atuava de forma coordenada, aproveitando-se da vulnerabilidade dos alvos.
Investigação e desdobramentos
A Operação Infiltrados é um desdobramento de investigações anteriores que já haviam identificado planos de homicídio e lavagem de dinheiro ligados ao PCC. As autoridades cumprem mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos. O MP-SP informou que medidas internas estão sendo tomadas para evitar novos vazamentos de informações.
O caso reforça a necessidade de segurança cibernética em órgãos públicos e levanta questionamentos sobre a supervisão de ex-funcionários. A investigação segue em sigilo.



