O suposto espião russo Sergey Vladimirovich Cherkasov, detido no Brasil desde 2022, fez um relato detalhado sobre as condições de sua custódia na Penitenciária Federal em Brasília, onde permanece preso aguardando a análise de seu pedido de extradição antecipada à Federação Russa. Em suas reclamações, Cherkasov menciona pedidos de favores de membros do Primeiro Comando da Capital (PCC), uma greve de fome por documentos, a falta de contato com a mãe e um sentimento de injustiça por estar em um presídio de segurança máxima.
Condições na prisão e greve de fome
Cherkasov afirmou que iniciou uma greve de fome para exigir acesso a documentos pessoais e processuais, essenciais para sua defesa. Ele também relatou que membros do PCC, uma das maiores facções criminosas do Brasil, teriam feito pedidos de favores a ele, o que aumentou sua sensação de vulnerabilidade. O espião russo disse se sentir injustiçado por estar detido em uma unidade de segurança máxima, considerando que suas acusações não envolvem violência ou tráfico de drogas.
Falta de contato familiar e pedido de extradição
Outro ponto destacado por Cherkasov foi a impossibilidade de manter contato com sua mãe, que reside na Rússia. A defesa do espião busca a extradição antecipada, após o governo brasileiro decidir pela expulsão do país. A expectativa é que o processo seja concluído em breve, permitindo que Cherkasov seja transferido para a Rússia, onde poderá responder por seus supostos crimes.



