Um empresário do ramo de instalação de câmeras de segurança em Pires do Rio, Goiás, foi condenado a mais de 7 anos de reclusão, além de multa, por espionar e filmar clientes sem autorização, chegando a produzir pornografia infantil. A condenação foi divulgada pelo Ministério Público na segunda-feira (8).
Investigação e denúncia
De acordo com a denúncia da promotora Ana Roberta Ferreira Fávaro, as investigações começaram após a ex-esposa do condenado procurar uma das vítimas, uma mulher que havia sido filmada nua junto com a filha de 9 anos. A ex-esposa mostrou o vídeo armazenado no celular do ex-marido, cerca de três anos antes. O g1 não conseguiu localizar a defesa do suspeito.
Defesa alega vingança
Durante as audiências, a defesa sustentou que as acusações seriam falsas e uma forma de vingança da ex-esposa. No entanto, a Justiça considerou as provas suficientes para a condenação.
Acesso remoto a 91 sistemas
Após a vítima registrar boletim de ocorrência em janeiro de 2026, a polícia apreendeu o celular do empresário. A análise revelou que ele tinha acesso remoto a 91 sistemas de câmeras de clientes sem autorização. Sobre a vítima filmada com a filha, o contrato previa a instalação de câmeras na casa, incluindo no quarto.
Condenação da ex-esposa
A Justiça entendeu que a ex-esposa do empresário também cometeu crime de armazenamento de pornografia infantil por guardar o vídeo por três anos. Ela foi condenada a 1 ano de reclusão, em regime aberto, com pena substituída por restrições de direitos. O g1 não localizou a defesa dela.
Pena final
O empresário foi condenado por produção de pornografia infantil, interceptação telefônica ilegal e registro não autorizado de imagens íntimas. A pena total é de 7 anos e 4 meses de reclusão, mais 7 meses de detenção, em regime fechado, além do pagamento de 24 dias-multa.



