Deputada Lohanna França adota botão do pânico após soltura de ameaçador
Deputada Lohanna França adota botão do pânico após soltura

A deputada estadual Lohanna França (PV) passou a utilizar o dispositivo de segurança conhecido como 'botão do pânico' após a Justiça determinar a soltura do homem condenado por ameaçar estuprar e matar ela e as deputadas Beatriz Cerqueira (PT) e Bella Gonçalves (Psol). A informação foi divulgada pela própria parlamentar durante pronunciamento na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Segundo Lohanna, o agressor progrediu para o regime semiaberto no dia 20 de junho, com uso de tornozeleira eletrônica. Durante o discurso, ela explicou o funcionamento do botão do pânico: 'Todos os homens que estão com tornozeleira eletrônica, as suas ex-companheiras ou mulheres que foram vítimas podem receber o botão do pânico e saber onde esse cidadão está. Se ele se aproximar a menos de 200 metros, esse dispositivo dispara, e ao apertar o botão a polícia é convocada a aparecer em meu socorro'.

Ferramenta de proteção para mulheres

A parlamentar defendeu que o dispositivo é uma ferramenta importante e deve ser usada por todas as mulheres vítimas de algum tipo de agressão. 'Ele não resolve tudo, mas ajuda para que a gente consiga ter condição de reagir se o agressor estiver perto da gente', completou Lohanna.

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O caso teve início em agosto de 2023, quando a deputada registrou o primeiro boletim de ocorrência após receber ameaças de estupro e morte no e-mail corporativo da ALMG. Em outubro do mesmo ano, ela recebeu outra mensagem de ameaça pela internet. Uma investigação conjunta do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) concluiu que as ameaças foram planejadas e executadas em fóruns e grupos anônimos na internet, conhecidos como 'chans'.

O que são 'chans'?

'Chans' é a abreviação de 'channels', ou canais. Esses espaços são anônimos — cerca de 90% são encontrados na deep web — e têm como regra a proibição da presença de mulheres.

O principal suspeito dos ataques contra as deputadas estaduais foi preso em 2025, em uma força-tarefa realizada em Olinda (PE). De acordo com a Polícia Civil, o homem, cuja idade não foi divulgada, também é suspeito de coagir adolescentes a se automutilarem e a enviar fotos nuas para ele. O suspeito foi localizado a partir de seu usuário nos grupos de 'chans'. Na ocasião, foram apreendidos computadores, celulares e outros objetos.

Ele foi trazido para a Penitenciária José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves, onde cumpriu pena até junho deste ano, quando progrediu para o regime semiaberto.

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