Crianças cruzam cerco policial após agente baleado no Muquiço
Crianças cruzam cerco após policial baleado no Muquiço

Em Guadalupe, na Zona Norte do Rio, um cenário de guerra tomou conta das ruas na manhã desta quarta-feira (8). Crianças que saíam da escola foram obrigadas a cruzar um cerco policial sob escolta de pais e responsáveis, após um policial civil levar um tiro na cabeça durante uma operação contra traficantes no Morro do Muquiço. A ação, que envolveu fuzis e veículos blindados, foi desencadeada depois que agentes da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) foram emboscados e atacados por criminosos.

Policial em estado grave

O agente baleado foi identificado como Carlos Alberto, 42 anos, lotado na DHBF. Ele foi atingido por um disparo na cabeça e levado em estado grave ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha. De acordo com a Polícia Civil, a equipe realizava uma incursão na comunidade quando foi surpreendida por criminosos armados. O tiroteio resultou em pânico entre os moradores, especialmente entre os alunos da Escola Municipal Irmã Dulce, que estavam sendo liberados no momento do ataque.

Crianças escoltadas em meio ao fogo cruzado

Imagens registradas por moradores mostram crianças correndo entre becos e ruas, protegidas por pais que improvisavam escudos com mochilas e cadernos. A Secretaria Municipal de Educação informou que acionou o protocolo de segurança e manteve os alunos abrigados na escola até que o tiroteio diminuísse. “Assim que houve uma trégua, as crianças foram liberadas uma a uma, sempre acompanhadas por um adulto”, disse a secretária em nota. A operação, que contou com apoio de blindados da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), resultou na prisão de dois suspeitos e na apreensão de fuzis e munições.

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Impacto na rotina da comunidade

O comércio local fechou as portas e o transporte público foi desviado da região. Moradores relataram que o clima de medo é constante. “A gente já está acostumado, mas ver as crianças no meio disso é desesperador”, afirmou Maria Aparecida, 38, mãe de dois alunos. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar os responsáveis pelo ataque ao agente. A DHBF não divulgou o número total de agentes envolvidos na operação, mas confirmou que não houve outros feridos entre os policiais.

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