Contaminação por esgoto em condomínio de Santos deixa moradores sem água potável
Contaminação por esgoto em condomínio de Santos

Moradores do Condomínio Edifício Brumar, localizado na Avenida Presidente Wilson, no bairro Pompéia, em Santos (SP), foram orientados a não utilizar a água da rede interna após a contaminação das caixas d'água por esgoto. A Vigilância Sanitária intimou o condomínio e determinou a apresentação de um novo certificado de limpeza e desinfecção, além de um laudo de potabilidade da água.

Moradores relatam sintomas e dificuldades

Uma moradora, que preferiu não se identificar, afirmou ao g1 que mais de 20 pessoas apresentaram vômito e diarreia. "A Sabesp foi acionada, veio verificar e constatou que a água estava altamente contaminada. Temos mais de 20 moradores com sintomas de vômito e diarreia. Estamos sem água potável para banho, cozinhar e lavar roupas", relatou. Ela acrescentou que está comprando galões de água mineral para as tarefas diárias: "Estou comprando galões de 20 litros de água mineral para beber, escovar os dentes e fazer comida."

Comunicados internos revelam falhas estruturais

O g1 teve acesso a comunicados internos enviados aos moradores. Em um deles, o condomínio informou que um técnico especializado identificou que a tubulação de esgoto do prédio era mais profunda do que a dos edifícios vizinhos, por ser uma construção mais antiga. Isso fazia com que parte do esgoto da região fosse direcionada para o sistema do condomínio, dificultando o escoamento. Além disso, a administração informou que outras caixas d'água passaram a apresentar odor característico de esgoto. Uma inspeção técnica identificou que a estrutura onde ficavam as bombas e as caixas d'água não era impermeabilizada, permitindo há anos o vazamento de água potável e, com o esgoto represado, a água armazenada foi contaminada.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Medidas anunciadas e orientações

Entre as medidas anunciadas estão a avaliação do acionamento da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e do Corpo de Bombeiros, a continuidade das tratativas com a Sabesp e o levantamento técnico da estrutura das galerias e das caixas d'água para definir as obras necessárias. O condomínio orientou os moradores a não utilizarem a água da rede interna para beber, cozinhar, lavar alimentos ou tomar banho até que a situação seja normalizada, devendo usar água mineral para consumo e higiene pessoal. Também disponibilizou uma torneira na entrada do prédio, abastecida pela rede da Sabesp, para retirada de água.

Posicionamento da Sabesp e da Vigilância Sanitária

A Sabesp alegou não ter identificado irregularidades no abastecimento de água e explicou que a contaminação é resultado de um problema nas instalações hidráulicas e sanitárias do edifício, cuja manutenção é de responsabilidade da administração do condomínio. A companhia informou que recebeu orientações técnicas durante a inspeção. A Secretaria de Saúde de Santos informou que a Vigilância Sanitária esteve no local na segunda-feira (6) e intimou o condomínio, determinando a apresentação de um novo certificado de limpeza e desinfecção da caixa d'água e de um laudo que comprove a potabilidade da água, além da realização de reparos nos reservatórios danificados. Segundo a pasta, o condomínio já iniciou as providências para regularizar a situação, com previsão de normalização do abastecimento até sexta-feira (10).

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar