Uma blitz do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) terminou em confusão na manhã deste domingo (5), em Taguatinga, no Distrito Federal. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que um homem, que se apresentou como filho do motorista abordado e advogado, deu uma suposta 'ordem de prisão' a uma agente de trânsito por alegado abuso de autoridade. A servidora reagiu com palavrões.
Detalhes da abordagem
Segundo o Detran-DF, o motorista foi submetido ao teste do etilômetro passivo, que indicou a presença de álcool. Em seguida, os agentes ofereceram a realização do teste no etilômetro ativo, mas o condutor teria recusado. O teste do bafômetro passivo não precisa entrar em contato com a boca do condutor para detectar a presença de álcool, já que a detecção é feita pelo ambiente. A multa só é gerada quando o condutor passa pelo teste ativo, ou seja, aquele em que é necessário soprar o aparelho.
Reação do familiar
De acordo com o órgão, após a recusa, 'um familiar do condutor compareceu ao local e passou a questionar a equipe de fiscalização sobre a operação, insistentemente, de forma desrespeitosa, solicitando informações relativas à escala de serviço e à identificação dos agentes'. O motorista abordado, Sérgio Eduardo, afirmou à TV Globo que chamou o filho, advogado, após a fiscalização. Segundo ele, os dois solicitaram a ordem de serviço da blitz e não desacataram os agentes. 'Não houve da nossa parte, em nenhum momento, desacato. Vamos buscar nossos direitos junto à Ouvidoria do Detran e da Polícia Militar', disse.
Nota do Detran
O Detran-DF afirmou, em nota, que apura as circunstâncias do fato e 'preza pela urbanidade dos seus agentes'. Na íntegra, o órgão informou que 'não há exigência legal de Ordem de Serviço específica para a realização dessas atividades. Basta que o agente de trânsito esteja regularmente escalado e no exercício de suas atribuições funcionais'. Esclareceu ainda que 'a lavratura de auto de infração de trânsito constitui ato administrativo vinculado'.



