O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) divulgou um relatório preliminar sobre a colisão de dois helicópteros ocorrida no Rio de Janeiro, que resultou na morte de seis pessoas, incluindo o cantor Oliver Tree e o influenciador digital Gaspi. O documento revela que as aeronaves estavam em rotas coincidentes, utilizavam uma frequência de comunicação sem monitoramento ou gravação, e um dos helicópteros não foi detectado pelos radares de tráfego aéreo.
Detalhes da investigação preliminar
Segundo o Cenipa, os dois helicópteros colidiram em pleno voo na região do Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio. As investigações iniciais indicam que as aeronaves seguiam trajetórias que se sobrepunham, aumentando o risco de colisão. Um dos helicópteros teve sua trajetória parcialmente registrada pelos radares, enquanto o outro simplesmente não apareceu nos sistemas de monitoramento, o que levanta questionamentos sobre a cobertura radar na área.
Além disso, a frequência de rádio utilizada pelos pilotos para comunicação não estava sendo gravada ou monitorada, o que dificulta a reconstituição das conversas e decisões tomadas antes do acidente. O relatório aponta que ambos os voos operavam em condições visuais (VFR), mas a falta de gravação impede saber se houve contato entre as tripulações.
Vítimas e impacto
O acidente vitimou seis pessoas: o cantor norte-americano Oliver Tree, conhecido por hits como 'Life Goes On', e o influenciador brasileiro Gaspi, além de quatro ocupantes das aeronaves. As identidades das demais vítimas ainda estão sendo confirmadas pelas autoridades. O Corpo de Bombeiros do Rio atuou no local para resgate e remoção dos corpos.
O Cenipa informou que as caixas-pretas dos helicópteros foram recuperadas e estão sendo analisadas. Os dados de voo e as gravações de áudio, se disponíveis, serão fundamentais para determinar as causas da colisão. O órgão também está verificando se as aeronaves possuíam equipamentos de alerta de tráfego (TCAS) e se eles estavam operacionais.
Próximos passos
A investigação segue em andamento, com prazo de até 12 meses para conclusão do relatório final. O Cenipa recomenda que pilotos e operadores de aeronaves revisem procedimentos de comunicação e mantenham equipamentos de segurança em pleno funcionamento. A Força Aérea Brasileira também colabora na análise dos dados de radar.
O acidente reacende o debate sobre a segurança do tráfego aéreo na região metropolitana do Rio, que concentra grande número de voos de helicóptero, especialmente para transporte executivo e turismo. Especialistas apontam a necessidade de melhorias na cobertura radar e no monitoramento de frequências de comunicação.



