No caso que investiga a morte do menino Henry Borel, de 4 anos, ocorrida em março de 2021, no Rio de Janeiro, a defesa dos réus apresentou um novo argumento nesta segunda-feira. O médico perito contratado pela defesa, Dr. Marcos Salles, afirmou que a laceração hepática apontada como causa da morte pode ter coagulado espontaneamente, o que contradiz a tese da acusação de que a lesão foi causada por ação violenta.
Argumento da defesa
Segundo o médico, a lesão no fígado de Henry poderia ter se resolvido naturalmente sem intervenção médica, se não houvesse outros fatores agravantes. Ele explicou que o fígado tem grande capacidade de regeneração e que pequenas lacerações podem coagular sozinhas. No entanto, a defesa não apresentou exames que comprovem essa hipótese no caso específico de Henry.
Reação da acusação
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) rebateu a afirmação, destacando que o laudo pericial oficial aponta a laceração hepática como causa determinante da morte, associada a hemorragia interna. A acusação sustenta que as lesões foram provocadas por agressões sofridas pela criança, que também apresentava hematomas pelo corpo.
O caso Henry Borel ganhou repercussão nacional após a morte do menino, que estava sob a guarda da mãe, Monique Medeiros, e do padrasto, o médico Jairo Souza Santos Júnior. Ambos são réus por homicídio qualificado e outros crimes. O julgamento está marcado para julho deste ano.
Próximos passos
A defesa solicitará uma nova perícia para avaliar a possibilidade de coagulação espontânea. O juiz responsável pelo caso ainda não se manifestou sobre o pedido. Enquanto isso, a sociedade aguarda o desfecho do processo, que promete ser um dos mais emblemáticos dos últimos anos no país.



