Moradores da Avenida Pedro Leão, no centro de Arapiraca, no Agreste de Alagoas, estão vivendo momentos de tensão devido à presença de uma cadela da raça pitbull, utilizada como cão de guarda em uma obra local. O animal tem subido em telhados, invadido residências vizinhas e circulado pela rua sem qualquer supervisão, gerando medo e apreensão entre os moradores.
Relatos de moradores
Mônica Nunes, que reside na região há 20 anos, conta que o problema começou há cerca de duas semanas, quando os responsáveis pela construção de uma suposta clínica levaram a cadela para o local com a função de vigiar o imóvel. “Na rua temos vários vizinhos que são idosos ou têm crianças em casa, o que aumenta ainda mais a preocupação. A gente fica muito apreensivo. Aqui em casa mesmo, eu tenho um filho com deficiência física”, comentou Mônica.
Ysa Moura, que mora na Rua São Domingos, próxima à avenida, relatou que acordou na terça-feira (9) com o barulho de telhas quebrando. Ela afirma que não é a primeira vez que o animal sobe no telhado de sua residência, onde vive com os tios, a mãe e a avó. “Teve uma vez que ela [a cadela] veio aqui para casa. A gente tinha ouvido o barulho mais cedo e, por volta das 10 horas, o barulho se intensificou. Foi aí que a minha avó, que estava sentada na cadeira de balanço na cozinha, viu a cadela no telhado. Imagine uma idosa no quintal, sozinha e, do nada, uma pitbull dessa faz um estrago”, desabafou Ysa.
Ela contou que, após o episódio, qualquer barulho que a família ouvia já associava à cadela. Além de sua casa, o animal também invadiu a residência de um idoso. Ysa informou que o Corpo de Bombeiros e o Centro de Zoonoses do município foram acionados durante o feriado de Corpus Christi, em uma das ocasiões em que a cadela fugiu da obra, mas nenhuma equipe compareceu ao local.
Prejuízos materiais e falta de resposta
Rose Bezerra, também moradora da Avenida Pedro Leão, destacou os prejuízos materiais que o animal pode causar. “Estamos muito assustados. Sem contar o risco de a cadela pular no quintal e danificar o telhado. Aqui em casa, por exemplo, temos placas solares instaladas. Imagina o prejuízo se alguma delas for quebrada”, afirmou Rose.
O g1 entrou em contato com a EP Engenharia, empresa cujos trabalhadores aparecem nas imagens usando fardas, mas não obteve resposta. A reportagem também tenta localizar os responsáveis pela obra. Até o momento, não há posicionamento oficial sobre o caso.



