As buscas pelo professor de surfe José Ricardo Ramos, conhecido como Bocão, completam quatro dias no mar de São Conrado, na zona sul do Rio de Janeiro. O fundador da Rocinha Surfe Escola desapareceu na madrugada de quarta-feira (26) após entrar no mar e não retornar.
Operação de busca mobiliza bombeiros e voluntários
O Corpo de Bombeiros do 3º Grupamento Marítimo emprega drones, motos aquáticas e mergulhadores nas buscas. As equipes percorrem a região da praia de São Conrado e áreas adjacentes, tanto por terra quanto pelo mar. Amigos e moradores da Rocinha também se organizam para auxiliar na procura por informações sobre o paradeiro de Bocão.
Segundo os bombeiros, as condições do mar têm sido monitoradas constantemente para garantir a segurança das equipes de resgate. Até o momento, nenhum vestígio do professor foi encontrado.
Quem é José Ricardo Ramos, o Bocão
Bocão é uma figura conhecida na comunidade da Rocinha e no mundo do surfe carioca. Fundador da Rocinha Surfe Escola, ele dedicou anos ao ensino do esporte para crianças e jovens da comunidade, sendo reconhecido pelo trabalho social e pela paixão pelo mar. O desaparecimento causou comoção entre alunos, colegas e familiares.
A Rocinha Surfe Escola foi criada para oferecer acesso ao surfe a moradores da favela, promovendo inclusão social e formação de atletas. Bocão era visto como um líder local e inspiração para muitos.
Mobilização e esperança
Nas redes sociais, amigos e familiares compartilham apelos por informações e reforçam a esperança de encontrar Bocão com vida. A comunidade da Rocinha se uniu em uma corrente de solidariedade, com voluntários ajudando na divulgação de cartazes e nas buscas informais pelas praias da região.
Os bombeiros informaram que as buscas continuam sem previsão de encerramento, enquanto houver possibilidade de localização. A Marinha do Brasil também foi acionada para apoiar as operações, se necessário.



