Bebê declarado morto volta à vida em hospital de SP; mãe relata milagre
Bebê declarado morto volta à vida; mãe relata milagre

Noah nasceu prematuro de 35 semanas, no dia 15 de junho, em Rio Claro (SP). A gestação foi tranquila até que um exame indicou complicação genética, exigindo internação da mãe. O parto foi uma cesárea de emergência. O bebê, porém, apresentou fenda palatina, dificultando a respiração, e foi levado à UTI da Santa Casa de Rio Claro.

Internação e primeira parada cardíaca

Durante um mês, os pais se revezaram nas visitas. No dia 15 de julho, quando Noah completaria um mês de internação, os médicos autorizariam que os pais o pegassem no colo. Ao chegar, porém, a médica da UTI informou que Noah havia sofrido uma parada cardiorrespiratória e ficado oito minutos desacordado, sendo intubado. Enquanto ela falava, o bebê teve outra parada. A equipe médica tentou reanimação por 45 minutos, sem sucesso. O óbito foi declarado às 17h12.

“O rosto dele já estava roxinho e a pele, rígida”, relatou a mãe. A família providenciou a funerária. A madrinha de Noah comentou: “Comprei essa roupa para ele ir para casa, não para essa situação”.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

O telefonema que mudou tudo

Horas depois, o hospital ligou pedindo que os pais voltassem. Ao chegar, a médica os levou ao mesmo local na UTI e explicou que não sabiam o que havia acontecido, mas Noah estava vivo. “Ao ouvir a notícia, só consegui falar ‘Glória a Deus’”, disse a mãe. O bebê estava intubado, mas estável. A médica alertou que poderia ser só efeito dos medicamentos e que o óbito poderia ser constatado novamente a qualquer hora.

“Eu tinha uma mistura de gratidão com medo”, afirmou. A família passou a noite em oração. Dois dias depois, Noah estava bem e foi transferido para o Centrinho, em Bauru (SP).

Recuperação e esperança

Hoje, Noah está fora de risco. Saiu do isolamento e iniciou exames para o procedimento na língua. “Os médicos passaram dias procurando sequelas, mas, para glória do Senhor, até o momento não deu nada”, comemorou a mãe. A família já montou o quartinho e comprou roupinhas. “Espero que eu possa sair daqui com ele nos braços. Creio que será em breve”, concluiu.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar