Cinco cidades baianas estão entre as dez mais violentas do Brasil, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O estado mantém a liderança nacional em número absoluto de mortes violentas intencionais, com 5.473 casos registrados em 2025, uma redução de 9,5% em relação aos 6.047 de 2024.
Ranking das cidades mais violentas
Eunápolis, no extremo sul da Bahia, é a segunda cidade mais violenta do Brasil, atrás apenas de Maranguape, no Ceará. Além dela, Porto Seguro, Simões Filho, Jequié e Juazeiro também figuram na lista das dez mais violentas. No levantamento de 2024, cinco cidades baianas também apareciam: Jequié, Feira de Santana, Juazeiro, Simões Filho e Camaçari.
Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a violência nessas cidades está fortemente ligada a disputas entre facções criminosas pelo controle do tráfico de drogas.
Mortes por intervenção policial
A Bahia registrou aumento no número de mortes decorrentes de intervenções policiais, passando de 1.556 em 2024 para 1.570 em 2025. Isso representa 28,7% de todas as mortes violentas intencionais do estado, ante 25,7% no ano anterior. Em números absolutos, a Bahia lidera o país, à frente de São Paulo (835), Rio de Janeiro (798) e Pará (632). Nacionalmente, essas ocorrências subiram de 6.237 para 6.602 entre 2024 e 2025.
Entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, a Bahia concentra seis das dez maiores taxas de mortes por intervenção policial (MDIP) em 2025. Porto Seguro lidera o ranking nacional, com taxa de 32,3 por 100 mil habitantes, seguido por Eunápolis (29,7), Simões Filho (19,1), Jequié (18,9), Lauro de Freitas (18,2) e Luís Eduardo Magalhães (17,7). Santo Antônio de Jesus, que em 2024 tinha a maior taxa (30,2), caiu para a 170ª posição em 2025, com taxa de 1,8.
Homicídios dolosos
A Bahia também lidera em homicídios dolosos, com 3.765 vítimas em 2025, uma redução de 12,9% em relação a 2024 (4.317). O número de ocorrências caiu 13,6%, de 4.107 para 3.553. Apesar da queda, o estado segue em primeiro lugar no país em números absolutos de vítimas e ocorrências.



